sábado, janeiro 18, 2014

Fé - 01





Acredito, no entanto, que a fé, não necessariamente vinculada a uma religião, é importante para que se mantenha o rumo para o trabalho, estudos etc. em meio às adversidades da vida. Porém, quando isto se trata de regulação de nossa vida em comum através da política é simplesmente falacioso. Penso nisto quando vejo diferentes matizes de pensamento político, sejam mais à esquerda ou à direita ignorando por completo certos fatos que sinalizam contrariamente ao que pregam. Uma frase de que gosto muito e, cujo autor me falha a memória diz "crenças baseadas na paixão prestam um mau serviço à própria paixão". Apenas troque paixão por fé e corresponde ao que disse agora há pouco. É isso... Bom fim de semana.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Rolê VS. Rolex, uma falsa oposição

Ação e reação... Ainda teremos civis se preparando para conter a desordem: Riot training experience may be ‘serious threat’ (From Worcester News): worcesternews.co.uk
O que eles querem dizer, já que precisam "ser ouvidos"? Que nossa sociedade tem desigualdade? Que precisam de mais programas de transferência de renda? Que são "segregados" por que não têm acesso à produtos caros em lojas especializadas? Isto é uma enorme palhaçada, sofisma mesmo. Eu não tenho acesso a muitos produtos disponíveis em certas lojas e nem por isto tenho o direito a protestar em um espaço privado, que é um shopping center, como se fosse em um centro cívico. Quanto à "dar um rolê" nestes locais, nunca foi proibido, mas também é - e deve mesmo ser - vigiado, monitorado de perto, pois os consumidores - consumidor também é cidadão, também tem direitos - paga por isto, a segurança, que no caso é privada, mas que também existe enquanto direito coletivo. Um grupo não pode ameaçar ou atormentar com o claro intuito de prejudicar o comerciante deste tipo de estabelecimento que depende da clientela para poder manter sua atividade, pagar seus impostos (cuja parcela vai para programas de transferência de renda) e gerar empregos. O artigo abaixo serve como exemplo de quão patético se pode ser quando tais considerações não são levadas em conta.
Opinião: Liminar que proíbe 'rolezinho' assegura 'direito à segregação' - 14/01/2014 - Cotidiano - Folha de S.Paulo http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/01/1397333-opiniao-liminar-que-proibe-rolezinho-assegura-direito-a-segregacao.shtml via @Folha.com
"Espaços públicos de qualidade..." Para tanto, tem que ter segurança pública de qualidade, pois os poucos parques e praças viram cracódromos ou cheiródromos onde quem não é da 'tribo' não pode circular. Na verdade, estes hipócritas costumam se apropriar - privadamente - de espaços públicos sem o dizerem. Isto pode? Só pra galera do rolê? E a galera do rolex também pode se apropriar assim e expulsar transeuntes desavisados de "sua área"?
Eu entendo que o direito de ir e vir é fundamental, ASSIM COMO o direito à liberdade de expressão. Pensando neste último é lícito que eu, em nome de minha liberdade de expressão e livre arbítrio queira exercê-los gritando durante uma sessão de cinema lotado "FOGO! FOGO! FOGO!"??? Acho que não... E acredito que todos vocês concordariam comigo. Pois bem, analogamente, a liberdade de ir e vir dos "roletristas" pode ser exercida de QUALQUER FORMA? A resposta é simples, nenhum direito fundamental pode ser exercido de QUALQUER FORMA, quando este atenta contra outros direitos. Esta análise, concisa, me pareceu correta:
Opinião: Tal como são, os 'rolezinhos' atentam contra direitos coletivos http://t.co/Bczrg3FrpU via @Folha.com
Chamo atenção que nem sempre medidas socioeducativas (educação, escola) são o bastante. A prática da repressão, corretamente dirigida, não deve ser abandonada. Em casos assim, sobretudo de massa, difíceis de controlar devido ao fato social que ensejam e nossa "despersonalização", tal como ocorre nos estádios, p.ex., deve ser contida ou adequadamente acomodada. Uma coisa é berrar e atuar figuradamente como gladiados em um estádio, sem que haja agressão física (uma vez que a moral é tolerada...), mas não em espaços impróprios para tanto. Em casos que se pode perder o controle, o uso da força é legítimo. Mas, como contenção e não, tortura. Há demagogos falando em "guerra racial" o "luta de classes" sim, mas muitos deles estão no lado dos "roletristas". 
Embora vejamos aqui e ali declarações politicamente corretas como "desejo de consumo", "movimento pró-capitalismo de massas" etc. esta é uma questão totalmente falsa, uma vez que não se trata de "mais estado VS. mais mercado" e sim CIVILIDADE, conduta adequada, direito ao sossego etc. A questão é outra e deveria ser definida municipalmente, com base no Código de Posturas que cada um porta.
Mesmo sendo privado ele deve obedecer certos enregramentos. Como se trata de um espaço comercial NÃO pode barrar a entrada de quem quer que seja, exceto em condições particulares, como, p.ex., a saúde pública e olhe lá. O vendedor ambulante pode ir e vir dentro do shopping, mas como transeunte ou consumidor, já para vender seu produto tem que ter um estabelecimento lá dentro. O mesmo raciocínio não se refere ao jovem de periferia: ele pode passear sim. Agora, isto não subentende a prática de perturbação do sossego, cujo direito é também coletivo. Não se pode incomodar ou ameaçar, mesmo que de modo difuso quem está em determinado espaço, mesmo que haja conotação "filosófica" implícita em seu ato e linguagem simbólica em sua ameaça. Em suma, podem andar dentro desses espaços, mas como tudo na vida, sob determinadas condições.


terça-feira, janeiro 07, 2014

Permita-me espioná-lo

Fonte: youtube.com

Apesar de achar que este artigo é o típico exemplo de texto que abusa de clichês - a começar pelo título "Liberdade Vs. Segurança" - há uma questão importante, qual o limite, ou qual o sinal para que a segurança pública possa agir em nome do que representa? Isto é, qual o limite entre o que significa agir em nome do público e o que não for considerado como tal? Espionar suspeitos de terrorismo parece ser óbvio que sim, mas suspeitos, como diz a própria categoria não significa ser o que se suspeita. E o que dizer sobre políticos? Se for lícito serem investigados (e espionados) por suposto envolvimento com corrupção, que é um caso de usurpação de bens públicos, o mesmo vale para suas vidas privadas, como casos extra-conjugais etc.? Ao final do artigo, o colunista "resolve" o impasse clamando por agências de segurança "profissionais", que ajam com "transparência", seja lá o que isto quer dizer... Tipo assim, "acesse nosso site e veja quem estamos espionando". Como eu disse, o tema é de suma importância, mas o que encontramos rotineiramente é seu tratamento de modo, na melhor das hipóteses, ingênuo e na pior, cínico enquanto que, na maioria das vezes, ele é tratado simplesmente de forma burra. 
Sobre: Liberty Vs. Safety: A False Choice http://www.theglobalist.com/liberty-vs-safety-false-choice/#.Usv9lBI8NTU.twitter via @theglobalist


domingo, dezembro 29, 2013

Caros, dispensáveis e mal educados


URRA! Parabéns a Ruth Costas, a jornalista responsável pela matéria. Raramente leio algo que valha a pena em se tratando de ensino e educação. A matéria é concisa e completa. As razões alegadas para a falta de valorização ou excesso de diplomados no Brasil procede, desde nossa ridícula educação básica, escassez de formação técnica, analfabetismo funcional de graduados em cursos superiores no país, e a importante (e normalmente esquecida) consideração cultural de que falta uma postura de trabalho com respeito à hierarquia nas empresas. Esta última mereceria estudos antropológicos riquíssimos, caso tivéssemos mais cientistas e menos militantes ideológicos nas academias de ciências sociais no Brasil... No entanto, em sua defesa, eu também colocaria como dificuldade adicional para emprego deste pessoal, o desestímulo que existe para formação de atividade/negócio próprio no país, pois a demanda por profissionais de curso superior não deveria ser tanta quanto de técnicos de nível médio mesmo e tais profissionais acabam preferindo, por razões como estabilidade, segurança de seus investimentos empregar-se no setor público.
C.f.: 'Geração do diploma' lota faculdades, mas decepciona empresários http://bbc.in/1c1hPnD

sexta-feira, dezembro 27, 2013

O amanhã não nos importa

Excelente artigo. Nós parecemos viver em um estado verdadeiramente letárgico, como se estivéssemos anestesiados. Os índices estão aí para todos lerem e nem sequer se cogita um prognóstico para tentar se precaver. É como se o financiamento público e subsídios fossem o objetivo de toda política econômica. Se eu fosse generalista diria, com toda certeza, que o espírito público da caridade suplanta a racionalidade individual e capacidade do ser humano interagir produzindo efeitos positivos ou negativos no âmbito coletivo. Como não sou, eu acho apenas que as interações individuais quando impensadas, inconsequentes é que anulam qualquer possibilidade de que a caridade, a filantropia e o espírito público possam se desenvolver sem se tornarem vícios e porem a moral no esgoto. Se ainda for válido, Feliz Ano Novo com muita sorte, pois sorte e felicidade serão necessários para superar nossos fracassos.

Cf.: DEMOCRACIA E LIBERDADE: A CHEGADA DO ANO VELHO DE 2014 http://democraciaeliberdade.blogspot.com/2013/12/a-chegada-do-ano-velho-de-2014.html?spref=tw
  

terça-feira, dezembro 24, 2013

Beach clubs for bitch clubbers


Imagem: facebook.com
Sobre: Americano cria lista de motivos pelos quais odiou ter morado no Brasil | Tudo Para Homens
Eu concordei totalmente com 39 dos itens. Exceto pelo que diz em relação à "cerveja aguada". Estas são as populares, de quem não sabe o que é cerveja. No Brasil atual há excelentes cervejas, maravilhosas, como a Coruja, Opa, Terezópolis, entre outras... O 1º motivo é o que atualmente mais me incomoda. Resido em Florianópolis e é incrível a quantidade de idiotas que acha que temos que gostar do lixo musical que ouvem. Como se não bastasse, a polícia é altamente leniente, geralmente não recolhendo o veículo com som automotivo ensurdecedor, enquanto que esta deveria ser sua primeira e imediata reação. E quando eu achei que já tinha visto de tudo, em Fortaleza fiquei de queixo caído ao ver que se compra um carro simples para economizar com o reboque(!) que carrega colunas de caixa de som para ouvir na praia!!!! Pior, impossível. É o cúmulo da breguice aliada à falta de consideração com o outro. Dizem que os americanos são competitivos e individualistas, pois são sim, mas dentro de regras e não pelo simples prazer de prejudicar o outro e viver sem qualquer espírito comunitário. Foi uma boa iniciativa terem divulgado esta lista... Temos que parar de criar subterfúgios e criar fantasmas para carregar tomar nossa responsabilidade ou culpa. Já passou da hora deste país adotar um mínimo de autocrítica.
A propósito:
O juiz federal Marcelo Krás Borges emitiu às 14h03 desta quinta-feira uma liminar que orderna a interdição no prazo de cinco dias dos beach clubs de Jurerê Internacional. Ele ainda requisitou o cancelamento de todas as licenças e alvarás emitidas aos estabelecimentos pela União e por órgãos da Prefeitura de Florianópolis.
[Juiz federal determina interdição dos beach clubs de Jurerê Internacional - Verão - Geral - Diário Catarinense http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/verao/noticia/2013/12/juiz-federal-determina-interdicao-dos-beach-clubs-de-jurere-internacional-4369319.html]

Mas, ainda era bom demais para ser verdade:
O desembargador federal Tadaaqui Hirose, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, suspendeu a liminar que determinava a interdição dos cinco beach clubs de Jurerê Internacional, em Florianópolis. A justificativa de Hirose foi de que a decisão de interditar os estabelecimentos contrariou o resultado da audiência conciliatória que definiu um prazo para a adequação dos espaços, que estariam ocupando área ambientalmente irregular. Na quinta-feira o juiz da 6ª Vara Federal (Ambiental), Marcelo Krás Borges, concedeu liminar determinando a suspensão imediata das licenças e alvarás emitidos pela prefeitura de Florianópolis e interditando os cinco estabelecimentos. A ação foi movida pela Ajin (associação de Proprietários e Moradores de Jurerê Internacional), que acusa os beach clubs de estarem instalados em APP (Área de Proteção Ambiental) e descumprirem normas de funcionamento (poluição sonora e estacionamento irregular, por exemplo). Ainda no final da tarde de quinta-feiras, entidades turísticas de Florianópolis divulgaram nota de repúdio à decisão do juiz Kras Borges: "Este tipo de atitude, às vésperas do recesso do Poder Judiciário, em uma decisão que vem sendo postergada há meses, prejudica o turismo da cidade, as receitas, os empregos e dificulta a possível convivência de realça o estado de insegurança jurídica". Florianópolis é uma cidade onde impera mais fortemente o conúbio entre o poder público e o dinheiro graúdo.
[Videversus: CAI LIMINAR QUE INTERDITAVA OS BEACH CLUBS DE JURE... http://poncheverde.blogspot.com/2013/12/cai-liminar-que-interditava-os-beach.html?spref=tw]
Além das razões alegadas pela Ajin, os beach clubs também ‘privatizam’, o que é um eufemismo para dizer que se apossam de trechos da praia, que é um espaço público. Para seus festejos colocam lixeiras, caixas de som, cadeiras, guarda-sóis, sofás, espreguiçadeiras, ombrelones, quiosques, banheiras, tendas, vasos, armários, colchões, etc. na faixa de areia e nas áreas de uso comum. Trata-se de um verdadeiro acinte a liberdade de ir e vir, só aceita em sociedades onde o desrespeito ao estado de direito se enraizou por completo no ethos político.
Bem... Talvez ainda haja reversão desta tendência abjeta de nossa sociedade. E a decisão original do juiz seja mantida. No Brasil, nos cursos de Direito se louvam a capacidade interpretativa do juiz e se vê como limitada a interpretação textual da lei, mas verdade seja dita, grassa por aqui uma flexibilidade tamanha que só pode ser movida por um misto de oportunismo, conveniência e covardia.

sexta-feira, dezembro 20, 2013

Geofactualidades: Agricultura vertical em Singapura


Perfeito: Geofactualidades: Agricultura vertical em Singapura. Vejam a economia de espaço, aproveitamento de energia e qualidade dos produtos. Realmente, cada vez mais, creio que o futuro está reservado às "cidades-estado", como é o país chamado Singapura. Claro que há aí uma boa dose de wishful thinking e utopia de minha parte, pois o futuro também é de caos no horizonte, mas o futuro que perdurará e trará esperança à humanidade é, como sempre foi, aquele calcado na ciência, tecnologia, transparência e agora, uma administração mais próxima ao cidadão, dando um caráter de cidade ao lugar em que se vive. Divagações a parte vejam o vídeo e imaginem uma rede de cidades onde os futuros mapas não representaram espaços terrestres divididos por linhas grossas ou marcas d'água coloridas e sim pontos ou manchas de maior extensão ligados entre si por linhas de fluxos cada vez mais intensos. Como processos intermediários, federações se formarão para se unir mais tarde deixando os estados-nações na memória e nos museus das realizações humanas.

quarta-feira, dezembro 11, 2013

Doutrinação e empulhação no ensino de geografia - 3

O mapa-mundi na projeção de Peters mostra os continentes com seu tamanho territorial equivalente bem mais próximo da realidade, observe e responda : é o Sul do mundo de fato "periferia" ou é a brutal maioria do mundo e como tal tendo muito mais recursos e potencialidades ? [geografia.geopolitica/]

Em termos territoriais, o sul, Hemisfério Sul (H.S.) bem entendido, não contém a maioria das terras. Em termos rasteiros, o H.S. apresenta sim menos recursos, mas isto é apenas uma réplica à comparação esdrúxula e intelectualmente pobre entre os hemisférios. Mesmo porque, se analisarmos os recursos marinhos, o H.S. apresentaria maiores possibilidades de exploração (devido à maior área). A comparação é pobre porque como hemisférios são equivalentes (do contrário não seriam 'hemi', metade do 'sfério', esfera), o que um pode ter a mais, o outro tem compensações em outros setores e, como nós bem sabemos, de nada adianta isto sem intelecto, cultura, planejamento, ordem e empreendedorismo. O resto é ladainha terceiro-mundista.


Também não é maioria em termos populacionais, uma vez que China e Índia, de longe os países mais populosos encontram-se totalmente no Hemisfério Norte (H.N.) e só para um discurso leninista (mais que marxista) o H.S. é 'periferia'. Na verdade, se há alguma, esta se dá em relação à economia (capitalista, claro, pois é a única que presta), pois a maioria de suas sociedades e governos emanados delas ASSIM SE COLOCA. Aventuras bolivarianas em pleno Século XXI são prova inconteste de nosso atraso em termos de cultura política.

segunda-feira, dezembro 09, 2013

Doutrinação e empulhação no ensino de geografia - 2


Para mudar o padrão de apresentação do mapa mundi basta divulgar sua ideia ao invés de chorar buscando atenção. Imagem: cperrier.edublogs.org
 Sobre: O Mapa Mundi – a mentira a que já nos habituamos! http://disq.us/8gk984 
Já vi muita deturpação na internet, mas esta superou a todas. É nítida a técnica de "remendo" ou "retalho" na redação ao comentar um valor moral (já introduzido no início do texto) e depois "rechear" com dados técnicos (sobre navegação) totalmente alheios ao sentido da matéria para depois, a guisa de conclusão, retornar com a mesma ladainha terceiro-mundista pretensamente científica. Vamos aos fatos (porque a opinião vem depois):

E o Hemisfério Norte não apresenta mais ou menos milhas quadradas, pois Hemisfério é metade de uma esfera, logo, a área de cada um é exatamente igual a outra. Agora, se estiver falando de terras, é outra coisa, mas daí tem que saber redigir o texto...

Não há plano, manipulação, ocultação, nada disto. Uma vez que esta clássica projeção (de Mercator) foi produzida na Europa é absolutamente natural que seu criador, um europeu por suposto, colocasse a Europa, seu continente no centro e "acima" do ponto de vista do mapa. Logo, o mapa mais utilizado no mundo não é uma mentira, mas todo e qualquer mapa é uma "mentira" na medida que não representa o mundo -- algo próximo de uma esfera -- de modo achatado, mesmo compensando as áreas equatoriais, como é o caso da projeção de Peters.

Querem "conscientizar as massas" (eufemismo para doutrinar aluno) ou, sendo mais honesto, possibilitar uma visão alternativa? Façam como telejornais japoneses que colocam seu país, o arquipélago japonês no centro e acima nos mapas no painel ao fundo dos jornalistas na TV em horário nobre. Não, não foi um "MEC japonês" que determinou isto, nem uma política pública a la bolivariana esdrúxula, mas simplesmente uma perspectiva cultural própria do Japão; ou como na Austrália, admirável país onde se encontram camisetas à venda "no longer down under" com a Austrália no centro e acima (o planisfério "invertido"). Estas colocações norte/acima e sul/abaixo vocês nem chegaram a considerar de tão absortos que ficaram na papagaiada ideológica. Os mapas, meus caros, podem ser vários de acordo com a necessidade do freguês. Sugerir que se trata de um plano intencional de dominação psicológica é patético. Quem está realmente tentando estabelecer uma relação de dominação através da mentira aqui são vocês com este festival de ignorâncias ao doutrinar ideologicamente ao invés de contextualizar historicamente o porque da técnica cartográfica. Agora, se esta visão é limitada perante as outras, criem e divulguem as suas, mas não critiquem o que foi um avanço para a humanidade. Parem de chorar como derrotistas e ressentidos e façam valer a sua proposta. Divulguem-na, ou vão me dizer que não tem nenhuma?

Ah sim.... Esta é a Síndrome do Oposicionista Crônico (S.O.C.): ele sabe criticar e repetir ad nauseam, mas não tem nada para por no lugar, nem luta para este fim com construção, apenas vive da culpabilização alheia, como se alguém sempre fosse responsável pelo seu infortúnio e miséria. Mal sabe ele que sua inveja é um elogio inconfesso de admiração: ele gostaria de estar no lugar daquele que critica.

Por que isto seria uma empulhação no ensino, então? Parece piada, mas aqui no Brasil, ao menos, a crítica insensata à cartografia é vista como lúcida e ‘conscientizadora’.