domingo, novembro 15, 2015

É o indivíduo, estúpido!


Antes de lerem, ouçam isto:
https://www.youtube.com/watch?v=L32hbRx6YpQ

O negócio é o seguinte, George W. Bush avisou o que poderia acontecer com a retirada das tropas americanas? Sim. Porém, SE ele não tivesse invadido o Iraque, esta instabilidade atual não existiria. Seria certo deixar um ditador no poder? Não, mas também não seria certo apoiá-lo numa guerra contra o Irã, anos antes. Há muita coisa para considerar, assim como há muitos atores, (a URSS, p.ex, que enquanto existiu foi a maior investidora em armamentos no Iraque de Saddam). Não há um culpado, há vários, mas procurar uma demonização em uma categoria coletiva, o Islã é típico de coletivistas, como o próprio Marx foi um. Culpados são indivíduos, assim como responsáveis pelo sucesso. da humanidade. Se muçulmanos por serem muçulmanos fossem embriões do mal, o mundo já teria acabado, assim como partiriam do Irã e da Turquia a maioria deles (dado que são os países mais populosos). Com certeza que a política frouxa de abertura aos refugiados é um problema gerador de outros (quem faz bem neste caso é a Austrália, criticada pelos relativistas), mas colocar todos no mesmo saco é um simplismo atroz. Não dá para ficar repetindo como papagaio asneiras em considerações metodológicas, tipo a maioria dos egípcios e dos paquistaneses odeia o ocidente... Ora, o Brasil já foi apontado como o 2o maior antiamericanista do mundo em uma dessas pesquisas de opinião (das quais quase ninguém se importa em pesquisar como foram feitas). E aí, nem por isso há muitos brasileiros saindo por aí e cometendo atos terroristas. Menos paixão, menos rapidez no julgamento, mais razão e senso lógico é o que se pede. Mas, caso não considerem este pedido, apenas aceitem que não passem sem tomar sua hóstia de fanatismo diário.

Caso não tenha entendido meu protesto, não é a religião que mata, são indivíduos que matam. Ah! Mas e a Jihad? Sim, é um forte preceito e base para ataques, mas a escolha de segui-lo é do indivíduo que aceita a interpretação. Se não fosse assim, vários cristãos poderiam se tornar torturadores ao levar o Velho Testamento da Bíblia ao pé da letra...


sexta-feira, novembro 13, 2015

Projeto "Calçada Legal" em Manaus


A calçada é pública, mas deve ser mantida (cuidada) pelos particulares? Esta é uma das confusões que, para evitar obrigações, se evita discutir e definir claramente de quem tem a responsabilidade efetivamente. Sinceramente, o cuidado com este tipo de infra-estrutura é público porque se submete ao Código de Posturas da cidade, mas isto não quer dizer que ela tenha que ser mantida, financeiramente, pelos recursos públicos do município. Este já foi um assunto que eu levantei em comunidades de debates liberais, mas para minha surpresa foi o suficiente para eu ser discriminado e taxado como "social-democrata", na melhor das hipóteses e "estatista" na pior. Esta infantilidade decorre de uma falha conceitual, em parte por ignorância, em parte por conveniência de não levar em conta as chamadas "externalidades negativas" que são consequência de um leque de leis confusas e órgãos e agências que se sobrepõem em suas incumbências. 

Cf. http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2015/11/projeto-calcada-legal-lanca-video-e-da-inicio-acoes-em-manaus.html


O aborto e suas fronteiras


Um dos (fortes) dissensos internos ao libertarianismo.



O aborto hoje é banalizado por grupos feministas que entendem o direito de executá-lo como mera liberdade de cuidar de seu corpo, como se a morte de um inocente não fosse algo diferente de um direito exercido por ela, como pintar o cabelo ou usar piercing. Pode se dizer que há um limite, fronteira entre o que é moralmente aceitável, aborto antes dos três meses de vida, quando seu sistema nervoso funcional ainda não existiria, mas "fronteira" ainda é uma figura de linguagem que nos remete à permeabilidade, uma vez que são mais ou menos fechadas. A questão é o limite rígido e quando não se tem um aval consensual científico ficamos neste limbo legal, ou melhor, político, pois a lei pode ser clara, mesmo que moralmente equivocada.
Quanto ao tópico em si, está óbvio que por "banalização" quero dizer isto mesmo, o conceito de que feministas (abortistas) têm de que sendo seu o corpo, elas podem fazer o que quiserem com ele. Poder, podem, dever é que não, pois este último verbo nos remete a uma premissa moral. Este é o ponto, elas querem abortar quando bem lhes der na telha, mas não admitem serem acusadas pelo que fizeram com um jugo moral negativo. Ora, está mais que claro que os casos previstos em lei, saúde da mulher, saúde do feto (caso de anencéfalos), estupro etc. são mais do que suficientes para justificar um aborto, mas o que não pode, ou melhor, o que não devemos permitir é a noção de que uma mulher pode ir a um posto de saúde ou clínica apoiada pelo sistema público de saúde e tirar uma vida com a mesma facilidade de quem abriu as pernas alguns meses atrás só porque acha difícil controlar seus impulsos e ordenar sua vida com contraceptivos, ampla e facilmente encontrados hoje em dia. Isto também não tem nada a ver com a noção espúria de que "nós homens não queremos nos comprometer", pelo contrário, acho que não só podemos como devemos e se há uma das poucas coisas que, legalmente, funciona neste país é a responsabilização paterna pelo seu filho. Só uma feminista que ainda, criada nos estertores da década de 60 para achar que se trata de uma "guerra entre sexos". Outro detalhe, mesmo que porventura, o aborto venha a ser permitido sob circunstâncias mais elásticas do que atualmente, eu acho um absurdo que tenha que custear, indiretamente, através do SUS ou algo que o valho por algo que eu, taxativamente, discordo e desaprovo. Isto tem que ser discutido nacionalmente, pois não é algo que afeta só a um grupo de indivíduos, mulheres, mesmo que atingidos mais diretamente. Isto afeta a todos nós, mesmo que digam que "não sofremos como elas", uma vez que atinge nossos orçamentos e isto é fruto de meu esforço, minha liberdade. Legalizar e defender o aborto como mera questão de "saúde pública" sem questionar as causas desta "epidemia" ou propor um sem número de medidas que poderiam vir antes é que é prova maior de insensibilidade e indiferença perante os outros.




quinta-feira, novembro 12, 2015

Deixa eu dar um toque...



Esta página[1] é extensão do meu lar, é como uma sala de estar. Quem solicita minha "amizade" ou algo similar tem que estar de acordo com minhas regras. E muitas delas simplesmente surgirão no calor e decorrer dos acontecimentos, quando eu tiver uma ideia, quando eu arrotar ou quando eu olhar pro lado. Como disse Luís XIV, "o estado sou eu", aqui "a página sou eu", então se forem discordar, o façam civilizadamente, sem nervosismo, com palavras gentis e doces, pois do contrário, tudo que irão enxergar será um par de ferraduras polidas em movimento. Então, esquerda em geral, feministas mal comidas, olavetes (esses eu desprezo), religiosos tentando me converter etc. Toda essa raça/ralá não é bem vinda, fui claro? Se querem "altos debates" há um sem número de comunidades e duas delas eu administro, outra ainda em parceria. Lá vocês podem se estender até perder de vista, aqui não.


Acho simplesmente incrível a necessidade de conversão que as pessoas têm em relação aos outros. Escutem, melhor, leiam, o mundo é um amontoado de tribos que se fagocita constantemente. Há uma certa ordem imposta pela economia e pelo estado, agora não esperem que um espaço que serve como diário seja seu campo de exercício democrático. Para tanto criem suas páginas e não se comportem como parasitas no espaço alheio.


Concordando comigo, sejam bem vindos. Do contrário, a porta de saída é a mesma de entrada e ela não reduziu de tamanho.


Anselmo Heidrich






[1] Comentário postado na minha página no facebook. 

domingo, novembro 08, 2015

As lágrimas do elefante e o sorriso de Suzane




Esta matéria diz que um elefante, um filhote de elefante chorou cinco horas seguidas após sua mãe tentar matá-lo assim que nasceu. Os tratadores o salvaram e após duas horas, sua mãe tentou atacá-lo novamente.


Pois bem, agora leiam a conclusão da matéria:

"A mãe pode ter tentando matar seu filhote porque a vida em cativeiro muda o comportamento tradicional das famílias e isso interfere nos instintos protetores dos animais em relações aos bebês."

Eu não acredito nisto. Há muitos e muitos animais, creio que a imensa maioria que não adota este tipo de comportamento. Não há evidência que o cativeiro (e eu não estou defendendo o cativeiro, aliás, eu o abomino) leve a isto. Acho que o instinto maternal é forte demais para sucumbir à pressão do cativeiro sobre o comportamento. A etologia não é determinada única e exclusivamente pelo condicionamento ambiental, nem este condicionamento tem como objetivo levar mães ao assassínio de seus filhotes.  Outra situação recorrente é a depressão pós-parto, que não existe por causa do cativeiro.

O que houve então? Isto eu não sei dizer, mas sei dizer que há algo que carregamos geneticamente ou, como diziam os antigos "que nasce com a gente", que dá no mesmo, a diferença é que a primeira forma de dizer dá um ar 'científico'. Dito de outra forma, alguém se torna psicopata ou nasce psicopata? Ora, alguns de nós simplesmente o é, não se torna algo. Comprovações? Evidências? Não as tenho, não estudo o assunto, mas sei dizer que na minha geração se acreditava muito mais que "o meio transforma o
homem" e isto é cada vez mais questionável. Lembro-me claramente de como desdenhávamos dos mais velhos, dizendo que eram 'retrógrados', 'reacionários' por estigmatizarem quem era diferente, não pensando que "não tiveram a
mesma chance que nós". Nada a ver! Tem gente que, simplesmente, teve todas as chances, economicamente falando, mas trilhou outro rumo, da indiferença, completa ausência de empatia por outros seres para atingir seus objetivos. E se for assim conosco, por que não com outras espécies? 
 
Suzane Richthofen, quem coordenou o assassinato de seus pais poderia nos dar uma pista...


sábado, novembro 07, 2015

Os barbados do grupo Titãs deveriam tomar vergonha na cara


Como eu tenho filhos pequenos ouço com frequência canções infantis em casa e, particularmente, em festinhas. Uma das musicas que, infelizmente, mais ouvi na minha infância foi a sádica “Atirei o Pau no Gato” que, sem ter nem porque, entoava loas ao puro sadismo de atacar o felino. Relembremos esta obra prima da pedagogia da tortura que marca uma época e mostra como, de certa forma, em alguns aspectos evoluímos culturalmente sim:
 Atirei o pau no gato tô Mas o gato tô Não morreu reu reu Dona Chica cá Admirou-se se Do berro, do berro que o gato deu Miau !!!!!!  
Recentemente, na onda politicamente correta, à canção original foi adicionada a estrofe:
 Atirei o pau no gato tô Mas o gato tô Não morreu reu reu Dona Chica cá Admirou-se se Do berro, do berro que o gato deu Miau !!!!!!  Não atire o pau no gato tô porque isto tô não se faz faz faz O gatinho nhô É nosso amigo gô Não devemos maltratar os animais jamais! 
Bem, melhor seria enterrar de vez a letra no passado das esquisitices humanas. Mas, e o Titãs, o que dizer a respeito? Ontem fui ao show dos caras e creiam-me, com exceção de uma ou duas canções, não gosto do trabalho deles, mas fui porque havia antigos colegas e amigos que valiam a pena encontrar e, afinal, não tive que pagar pelo convite. Passam o set com clássicos deles e uma música nova que me deu a impressão de estarem aprendendo a compor melhor quando, ao final, lá vem a punk rock Polícia. Vejamos a letra:
 Dizem que ela existe Prá ajudar! Dizem que ela existe Prá proteger! Eu sei que ela pode Te parar! Eu sei que ela pode Te prender!...   Polícia! Para quem precisa Polícia! Para quem precisa De polícia...   Dizem prá você Obedecer! Dizem prá você Responder! Dizem prá você Cooperar! Dizem prá você Respeitar!...   Polícia! Para quem precisa Polícia! Para quem precisa De polícia... 
Pois bem, a canção foi gravada no álbum Cabeça Dinossauro em 1996 e, em 1998, a artista plástica Mariana Roquette Pinto, namorada do então baterista do grupo Charles Gavin, foi sequestrada e mantida em cativeiro no Rio de Janeiro. Após quase uma semana, ela foi libertada. Adivinhem por quem?

(a)   
Por um leprechaum.
(b)   
Pelo Papai Noel.
(c)    
Pelo Curupira.
(d)  
Pelo Yeti.
(e)   
Pela Divisão Anti-Sequestro (DAS) da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

O que o grupo deveria fazer em seus shows, em minha opinião é não tocá-la mais ou alterar a letra, isto se quiserem ter um mínimo de integridade moral. Agora se a ‘onda’ é posar de adolescente pós-cinquentão ou sessentão, então dane-se, não é mesmo? Afinal por que também não fazer uma letra abominando a educação porque temos professores que abusam das faltas, não avaliam, não querem ser avaliados, tem conluio com outros servidores e aplicam atestados médicos para justificar suas faltas constantes? Por que também não fazem uma letra contra a saúde pública por que afinal temos médicos que faltam ao serviço e ainda se esquivam de avaliar corretamente a saúde de pacientes segundo seus protocolos e vendem atestados? Por que não extinguir a democracia por que temos políticos corruptos? É a mesmíssima coisa que prega o Titãs sobre um serviço público específico. Caros, a saída nunca é revolucionária, infantil, adolescente e inconsequente. As soluções são reformistas, pela transparência pública, o estado de direito, a corregedoria e, na base de tudo, o apelo moral. Ou é isto ou é a barbárie.

Agora se a opção for pela barbárie, os Titãs podem se esconder em condomínios da zona sul do Rio De Janeiro ou bairros como o Morumbi em S. Paulo. Como eu acho que eles não estão nem aí, nem aqui, como já disseram em outra letra, que se mantenham sem a preocupação que marca a civilização, do cuidado e respeito com o outro. Afinal, não são eles que estão oferecendo seus corpos como escudos para defender outro ser humano mesmo. São tempos estranhos estes, quando produções infantis têm maior seriedade do que barbados pulando como primatas ao ponto de afrouxar seus cérebros de dinossauros.


A propósito, cf. 



A corrupção do PT não é só financeira


Imagem: thesecretspace 

"A corrupcao no Brasil é endemica, cultural e sem culpa...
"Faz parte da natureza do brasileiro...quase uma virtude do povo verde-amarelo!"
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/pf-aponta-que-instituto-fhc-recebeu-r-975-mil-da-odebrecht/
PF aponta que Instituto FHC recebeu R$ 975 mil da Odebrecht

Caro, eu sou meio ruim de matemática, então me ajude aqui:

O que é maior, os 975 mil reais que a Odebrecht "doou" para o Instituto FHC ou...

59,3 milhões de reais que UM único delator, Paulo Roberto Costa diz ter recebido desta empresa?

Isto para não falarmos dos bilhões desviados da Petrobras. 

Agora, se o PT não fosse tão ávido e voraz para lesar o erário, eles ainda estariam no poder quase sem questionamentos, sem passeatas e atos contra sua estrutura de poder. Mas não... Isto não basta para eles. Ainda impõem (porque não respeitaram o resultado do plebiscito), o Estatuto do Desarmamento e tentaram nos enfiar goela abaixo o mais nefando de todos, o Estatuto da Imprensa. Depois ainda vieram com o absurdo decreto presidencial dos Conselhos Populares, no qual um membro do MST, ou do MTST, ou do MAB, ou de qualquer entidade de "minorias discriminadas" teria tanta voz no Congresso Nacional quanto um deputado eleito. Que tipo de loucura é esta?! Não ficamos por aí não, tem o Mais Médicos, no qual um médico cubano que vai saber lá se é médico mesmo.... Passa a atuar no Brasil sem se submeter aos exames válidos para TODOS os médicos estrangeiros. Contratos com países-párias como Cuba que não foram avaliados pelo congresso nacional, como reza a Lei. Perdão e doação de dinheiro para ditaduras africanas, que mais posso dizer? E ainda estão tentando, mesmo após esta crise escancarada, sempre sempre enfiar o projetinho de poder deles, como a lei do Ato Médico em que um não perito poderá avaliar e fazer perícia, em que um fisioterapeuta, p.ex., poderá te julgar a ti e outros colegas por supostos erros médicos. Diga-me aí se não haverá uma vingancinha ou disputa de categorias? Cara, tem mais, toda hora eles aprontam. Sinto muito, se a corrupção tem que ser combatida para todos os partidos e políticos, ela tem que começar de algum lugar e este lugar é o PT. 

Bom dia,
a.h

Aliás, veja aqui este excerto de vídeo:



quinta-feira, outubro 29, 2015

Um mero fruto da pedagogia da leniência





Isso não é novidade. Mas é bom que agora tenha vindo esse e outros casos à tona (graças aos celulares!). O negócio é o seguinte, tudo que está aí é sim resultado da mentalidade de quem administra e legisla a educação pública no Brasil e, mesmo nas escolas privadas têm que se marchar de acordo com o compasso dos pedagogos. Estes profissionais, mais do que os professores que enfrentam a gurizada em sala de aula é que são os grandes responsáveis por isto tudo. Agora, uma questão de ordem, não é bombeiro nem polícia que tem que ser chamado. Até onde sei é o conselho tutelar. Confere? Outro detalhe digno de nota, antes que digam que é uma questão social subtendendo como mera baixa renda, pelo que se observa não é uma escola de clientela pobre não, pelo contrário. Porque nunca foi na realidade uma questão de renda e sim de educação perdida, que jogaram fora ao depurar excessos cometidos no passado. Como se diz, jogaram o bebê fora com a água suja do banho. Não se revoluciona nada, mas se reforma quando se quer evoluir e melhorar. O problema dos 'educadores', autointitulados educadores é que se vive de mitos revolucionários e se deleta tudo de bom e útil que já existia. Daí dá nisso mesmo, indisciplina e desrespeito generalizados.

Agora confiram esta matéria do SBT-Rio:

https://www.facebook.com/sbtriooficial/videos/794900430618941/?fref=nf

Agora, a repórter se supera na ignorância... Ao criticar o secretário de educação (quem protestou contra a divulgação do vídeo) culpou, não importa se explícita ou implicitamente, os profissionais ali envolvidos que, inclusive, não tocaram na criança de modo acintoso para que ela parasse com sua destruição, em consonância com a lei e o temor de receber processos. O que esta repórter não sabe é que estes profissionais mostraram como esta situação se processa, normalmente aliás, com a aceitação implícita de todo um estatuto que coloca a atividade educacional de joelhos frente a uma ditadura do "coitadismo", para a qual toda criança, por mais mal educada que seja, possa se desenvolver como um aprendiz de tiranete. 

E o que as autoridades competentes(sic) querem? Que se ignore e não grave nada, não divulgue nada.


*Faça sua parte, divulgue este vídeo com comentário. Lutemos contra isto criando uma consciência oposta.



Uma crítica ao panfletarismo na discussão sobre as armas e o crime no Brasil


No texto abaixo, Carlos Góes analisa a crença de que o Estatuto do Desarmamento teria reduzido o número de assassinatos no Brasil:

Desse desvio da taxa de homicídios de sua tendência histórica, pode-se extrapolar para quantas vidas teriam sido salvas por causa do Estatuto do Desarmamento. Isso faz sentido? Faria, se todas as outras coisas que influenciam a mortalidade por armas de fogo tivessem sido mantidas constante no Brasil. Mas essa abordagem ignora outras variáveis importantes para a taxa de homicídios que passaram por uma mudança histórica mais ou menos na mesma época em que a taxa de homicídios passou a cair no Brasil: a desigualdade de renda e a taxa de pobreza.
Cf. O Estatuto do Desarmamento salvou 160 mil vidas?
http://mercadopopular.org/2015/10/estatuto-do-desarmamento/

O que é salutar neste texto é que se sai do simplismo panfletário de ficar torcendo dados estatísticos para defender uma tese, seja ela favorável ou desfavorável ao desarmamento. Apesar de favorável à posse de armas, nem por isto vou me furtar ao debate científico e à eterna busca pela verdade que, no caso, significa saber o que causou ou quais fatores causaram a queda do número de homicídios no país.
O foco do artigo é a mudança, mais do que a permanência de uma tendência, mas intuo que a persistência de um elevado índice de homicídios no Brasil se deva mais à impunidade e frouxidão legal do que a posse de armas. Assim como se pode acreditar que é difícil que uma única variável seja suficiente para explicar toda uma tendência e fenômeno social, também creio que soluções únicas a título de panaceia não vingam, seja a posse de armas para acabar com a violência, seja o fim da doutrinação escolar para elevar o nível de ensino, seja uma intervenção militar para resgatar supostos valores morais perdidos e por novamente a nação nos trilhos. Na verdade, a 'solução' não é uma, mas um conjunto de reformas que, no caso da criminalidade, tem a posse de armas como uma peça da engrenagem e não um sistema completo.