Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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sexta-feira, abril 04, 2014

Teoria do valor em Marx - 01


A teoria do valor de Marx não serve para nada em termos práticos. Ou discutimos casos reais, a partir de mercados concretos ou elaboramos megateorias pretensamente científicas que pretendam explicar qualquer situação de mercado no mundo sem levar em conta fatores subjetivos na formação do preço. Como se poderia formular este segundo modelo? Simples, isolando uma única variável que, no caso de Marx, foi o tempo, medido em horas. Lembremos que a pretensão de Marx era uma teoria geral do capitalismo, como parte de algo mais grandioso ainda, uma teoria dos modos de produção (sistemas econômicos) que fazia parte de algo ainda mais megalomaníaco, uma teoria da história. Marx não estava preocupado com uma teoria de funcionamento de um mercado conhecido, bem delimitado no tempo e no espaço. Ele acreditava que elaborando um corpo teórico unificado, que explicasse a exploração, a alienação, a mudança (e a revolução), também seria capaz de explicar o valor atribuído aos bens (mercadorias) no mercado. Lembremos também que a própria ideia de “mercado”, como algo que pressupõe liberdade dos agentes econômicos é totalmente alienígena ao pensamento marxista. Pensem em determinação que estarão se aproximando mais do pensamento de Marx.

Vejamos como o erro se processa... Suponhamos que eu leve 2 horas para encher um colchão de palha e um pescador qualquer 1 hora para pescar um peixe. Na visão marxista, na qual o valor é determinado pela quantidade de tempo, eu não devo aceitar menos que 2 peixes pelo meu colchão. Simples e atraente este modo de pensar, se o único fator determinante para a criação de valor fosse o tempo... Agora, quem disse que eu acho justo encher colchões enquanto que o mané passa os dias ao Sol, sentindo o vento e apreciando a paisagem para pescar enquanto beberica um traguinho? Para mim, isto é flagrantemente injusto e vou exigir muito mais do que dois míseros peixes pela minha estafante tarefa em um quarto lúgubre cheirando a mofo mexendo na palha. O fator de aptidão e apreço pelo trabalho não entra de nenhuma maneira no cômputo marxista. Simplesmente não há espaço para a subjetividade e, consequentemente, a intersubjetividade que geraria um preço de mercado. Para Marx, o preço é formulado às expensas dos indivíduos. Vamos complicar mais ainda... E se o custo da palha, da matéria prima em geral estiver em alta, o que não afetará o tempo que levo para encher o colchão, mas sim o preço final do meu produto? Ou, do outro lado, se os cardumes escassearem devido a uma sobrepesca (tragédia dos bens comunais) ou por fatores totalmente alheios à causas humanas, como alterações cíclicas na temperatura da água? Para Marx, nada disto deveria influenciar na formulação do preço, pois o que importa é o tempo necessário para produzir e ser explorado. E os tributos correspondentes à diferentes tipos de produtos, ou serviços, ou de acordo como localidades específicas? Pensem em n variáveis que mudem a composição de preços e vejam quão inoperante, inútil e anticientífica pode ser uma formulação geral abstrata como a de Marx. Explicar a formação dos preços implica em entender o funcionamento de mercados reais, mas se Marx tivesse feito isto não teria feito marxismo!

Os preços não obedecem a uma lógica dada pelo valor trabalho de acordo com as horas dispensadas para produção. Esta teoria ignora, em primeiro lugar, as diferenças inatas de talento. Eleger um critério, como o tempo dispensado é algo tão absurdo quanto escolher qualquer outro critério para efetuar uma transação como, p.ex., o peso de um saco de batatas e outro de arroz, trocando um kg de batata por um kg de arroz, como se o mesmo peso significasse mesmo valor. Para Marx, a força de trabalho é mais uma mercadoria como qualquer outra e a forma de lhe atribuir um preço se dá pela quantidade de trabalho invertida na produção e essa quantidade se dá pelo tempo que foi gasto medido em horas. Mas, como diferenciar o valor do trabalho qualificado, mais caro, com maior valor agregado do trabalho não qualificado? E como comparar, através do método marxista, o trabalho artesanal que voltou a receber maior valorização recente frente aos produtos uniformizados em escala industrial? O que diferencia seus preços não é a quantidade de tempo dispensada em cada atividade e sim uma conjunção de fatores que é variável dentro de uma mesma sociedade, quanto mais de sociedade para sociedade em diferentes momentos históricos.

O principal erro de Marx nesta teoria do valor é o de procurar uma explicação independente das intenções e predileções individuais que afetam a formação do preço, através da apreciação individual do trabalho. Como analisar todos os indivíduos? Não dá, por isto mesmo é que se analisa o resultado de suas interações, que são os preços de mercado.

Que muitos não queiram perder tempo lendo Marx, eu entendo perfeitamente. Mas, procurar uma tábua de salvação em um nome como o dele sem conhecê-lo, não passa de “argumento de autoridade”. Qualquer caixa de banco saberá nos ajudar muito mais para entender preços (e valores) do que toda filosofia hermética, ultrapassada e anacrônica de Karl Marx.

(...)

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