Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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quinta-feira, maio 29, 2014

Marxistas de facebook

Prontos para a diversão?

"Seja que for o valor se algum produto, e não importando como esse valor é estabelecido, esse valor é- no final das contas - produzido pelo trabalho de alguém."

Não diga? Valor é criação... Dããã. Mas, quem atribui o valor a algo? Quem faz? Quem trabalha? Eu acho que meu castelo de cartas é o mais belo já montado pelo engenho humano, i.e., eu, mas daí chegou o vento e o vento levou... Então, para além dos subjetivismos (e dizer que o trabalho cria valor não passa disto, subjetivismo), alguém em conjunto DEFINE O VALOR. Isto, minha cara neófita, não é um milagre de mão nenhuma, mas a simpática expressão "mão invisível" reflete algo objetivo a partir de inter-subjetividades. Isto Marx não viu e se um marxista reconsidera O Capital a partir disto, automaticamente, deixa de ser marxista.

Outra pérola refém de filosofia de 5ª:

"O mercado estabelece o valor e não o valor de uso do produto(fato que Marx sempre aceitou). Ou seja, o produto em si não tem, necessariamente, nenhum valor. "

Para qual galáxia foi enviada nossa correspondente? Ora, o produto em si é matéria, nada além disto. O valor de uso vai depender de cada um dos 7 bilhões, mas o valor que é aceito entre eles não depende de uma essência, cuja obsessão sempre acabou com qualquer seriedade econômica de Marx. Isto é ser refém de premissas filosóficas irrefletidas.

Êi! Te peguei! Aqui tu plagia o Lula, né não?

"Mas sem o produto, você não tem valor algum: sem produto, sem venda. Ultimamente, então, todo produto é, sim o produto do trabalho humano. Ele não aparece na terra, dado por um Deus benevolente."

Por que não? E se eu usar LSD posso ver e sentir vários produtos valiosos... Sem venda não tem o tal valor de uso que poucas linhas acima tu afirmava de pé junto existir? Ah tá, agora sim! Ultimamente, pois isto faz o quê, alguns milhões de anos desde o fim do Terciário com o surgimento do Australopithecus afarensis. Ou, se não é por bem, foi por mal então, com Odin, certo? Diga-me, cara sei-lá-o-quê, que diabos tu quis dizer com tudo isto? Se não foi o Lula, me diga por favor.

Show de bola...

"Na relação de trabalho que Marx descreve, o dono dos meios da produção extrai valor desse trabalho. Novamente, não importando COMO o valor do produto é estabelecido, o fato é que o burguês paga menos para o trabalho de fazer o produto o valor do produto no mercado."

Porque do contrário ninguém produziria e nem teria dinheiro para pagar operários, né Einstein? Como pagar mais do que se cobra se não tenho uma casa da moeda no quintal? 

" Esse valor aparece como se fosse "mágica", mas é de fato criado pela discrepância entre o valor do produto no mercado e o valor da mão de obra que o produziu."

Traduzindo, lucro. Êi 'jênia', mais-valia então é lucro? Por que inventar nome diferente para algo velho se não tem nada de novo a dizer? Isto, no meu dicionário, se chama PICARETAGEM ACADÊMICA.

Por enquanto só tive um choque com o nível de intelectualidade marxista exposto, agora vamos a um ponto sério:

"Se você tem alguma crítica contundente dessa teoria, eu gostaria de ouví-la. Até agora, você só está criticando a teoria de valor, que não é - de jeito algum - necessário para a teoria da mais valia."


Não têm nada a ver, é? Então tá...

3 comentários:

  1. Meu Deus... Então teoria do valor não tem nada a ver com teoria da mais-valia? Marx está se revirando na tumba! Os 16 anos que passou redigindo O Capital, sem concluir a obra, foram uma tentativa de demonstrar o óbvio. Mas uma coisa interessante nessa afirmação sem pé nem cabeça é mostrar que, no Brasil, a tal "exploração do trabalho" é encarada por muita gente como se fosse uma coisa evidente por si mesma, não precisando, assim, ser demonstrada, comprovada, nada. No fundo, acho que o marxismo faz tanto sucesso na América Latina porque é um corpo de teorias e ideologias que se encaixa bem em certas visões e valores estatistas e anti-mercado impregnadas na cultura ibero-americana desde as grandes navegações. O marxismo é uma forma aguda dessa cultura anticapitalista, não a causa do problema. É por isso que a tal "direita" da América Latina é estatista, nacionalista, antiliberal.

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    1. Perfeito Luis, o marxismo é sintoma, mas creio eu, que ideologicamente reforça como feedback negativo, i.e., aumenta o preconceito que mina as mentes de jovens que ingressarão nas fileiras da militância e, mais tarde, se contentarão em engrossar sindicatos com sua visão neoluddita.

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  2. Este pessoal esquece que quando Marx lançou O Capital a teoria do valor trabalho ela já estava ultrapassada. A utilidade marginal de um produto já era comentada antes de Marx lançar O Manifesto, mas em 1870 três autores, Jevons, Walras e Menger apresentaram separadamente a teoria da utilidade marginal. Talvez isto tenha motivado Marx a nunca terminar O Capital, que já nascera velho.
    Agora algo que ilustra a indecência que é o Brasil em matéria de economia é visitar a página em Português e a página em Inglês da wikipedia sobre a utilidade marginal.
    Outro ponto, sobre a indigência dos alunos de curso superior em matéria de economia e a persistência de idéias marxistas, é que eles não conseguem sequer se indagar qual é o trabalho agregado, por exemplo a uma pepita de ouro ou a um copo de água depois de um longo tempo sem beber que explica sua preciosidade para a grande maioria das pessoas. Estas perguntas são suficientes para levantar dúvidas insanáveis por meio da teoria do valor.

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