Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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quarta-feira, novembro 30, 2016

Análise Política


Pessoal, quando der, assistam a este vídeo:


Muito interessante, a análise:

1. as manifestações são antigas no Brasil;

2. houve uma reconfiguração de 2013 a 2015, com atores 'menores' crescendo;

3. as pautas mudaram com o tempo (o impeachment que era 'acessório' cresceu, p.ex.);

O que se depreende disso tudo?

É um processo, longo e demorado, como são nas democracias mesmo.

O que estamos vendo é uma disputa para ver qual pauta predomina, entre esquerda e direita.

Quem é a 'esquerda' em questão? Setores ligados ao PT (nenhuma novidade);

quem é a 'direita'? Vejam quem ela cita: grupos como MBL, VPR, ROL etc.

Quando começaram estes movimentos? Como tudo o mais, nos EUA, recentemente, com os protestos em Seattle, contra a globalização, de esquerda. Ocorre que a linguagem universalizou e a direita aprendeu com eles.

Em suma: é uma evolução da democracia.

Ela diz mais... A esquerda tradicional vê a 'pauta horizontalista' (direitos para todos, ação direta, anarquismo) como uma grande quimera(sonho), ou seja, eles ainda pensam em moldes tradicionais (revolução, infiltração, tomada de poder, estado agigantado etc.); os jovens de esquerda, por sua vez, pensam em outras estratégias, são de uma índole de ação direta, de defesa (ou o que eles acham que é) de minorias, mas também querem sugar o estado e este tem que crescer para atendê-los, não percebendo a contradição com o anarquismo aí (_an_arquia é oposta ao estado).

Ela termina com uma indagação procedente "como é possível operar em grande escala numa sociedade complexa usando este tipo de procedimento?", sobre a ação direta e as manifestações. Por isso, não nos enganemos, precisamos nos conectar com os congressistas que não corroboraram com a deturpação das medidas propostas pelo MPF.
...

Aqui, a continuação:

E na continuação, ela vai mais longe, justamente por causa deste “caráter acéfalo” das manifestações, isto é, sem direção unívoca, os políticos mesmo não souberam como lidar. Mesmo um Temer, p.ex., inicialmente disse que foram manifestações pequenas, mas depois voltou atrás e disse, justamente, o contrário.

Não foi um crescimento exclusivo contra o PT, embora a primeira vista parecesse isto. O PT, claro, se tornou o alvo preferencial, mas é uma movimentação de rua que, por ser descentralizada, põe em cheque todo um sistema político tradicional. Apostar em _intervenção militar_ como panaceia é o contrário disso, não passa de apostar em uma ‘solução’ tradicional *que nunca deu certo em nenhum canto da América Latina*, não configura um crescimento de nossa sociedade civil, mas só uma terceirização da política. Nunca cresceremos como povo desse jeito. As grandes nações que nos servem como inspiração, quando apelaram para isto, sempre foi para alavancarem o ódio contra seus governantes e trazerem a derrota para si, cedo ou mais tarde. Não busquemos esse atalho, nunca.

Esse jornal americano que escreveu *imagine os EUA se transformar no Brasil, paraíso da corrupção* ... Pois bem, é isso mesmo, é assim que nos veem. E por que? O que nós fizemos enquanto sociedade? Deixamos na mão de quem? Ou vocês acham que todos os setores não tem sua cota de responsabilidade? Agora que é a hora de retomarmos as rédeas do processo histórico. Agora imaginem outra frase escrita no futuro pelo mesmo jornal americano *imagine os EUA se transformar no Brasil, uma ditadura militar*. É isso que vocês querem para o país?

Sou um homem livre. E quero defender uma sociedade em que nenhum de nós tenha que baixar a cabeça, para ninguém, use ele um uniforme ou não. Que todos nós, militares e civis tenhamos consciência de nossos deveres, mas sem usurpar o direito do outro. E quem o fizer, que seja punido, *mas dentro da Lei*. Se esta lei é insuficiente ou imoral, ela pode e deve ser mudada, *mas dentro da Lei*.

O pior governo de leis é, ainda assim, melhor que o melhor governo de homens.



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