Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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quarta-feira, novembro 09, 2016

Donald Trump: o que esperar


Veremos se os EUA estarão preparados para as turbulências que se avizinham... (imagem: outsidethebeltway.com).

Recebi duas perguntas de um amigo e respondi aqui...



O que eu espero do novo presidente americano?


O mesmo que eu esperaria de qualquer populista, promessas e embromação. O ponto básico dele é fazer exatamente o oposto do que se beneficiou a vida inteira, a abertura de mercados. A curto prazo poderá gerar mais empregos, mas no médio prazo (10 anos talvez) levará a uma perda de empregos e pior, queda no padrão de vida devido a elevação de custos de produção. Isso, claro, se ele realmente levar a cabo suas bravatas como p.ex. produzir i-Phones no território americano. Duvido que deixar de importar e produzir a baixo custo na China para afagar a perda relativa que eleitores brancos de baixa escolarização tiveram por não saberem controlar suas dívidas e mimá-los com aumentos nominais de salário valha a pena perante uma instabilização econômica na maior população do globo. Duvido que valha a pena prejudicar os crescentes lucros e produção nas corporações mundiais que atuam na China colocando este gigante em rota de declínio a dar razão a um louco de Pyongyang com um corte de cabelo de penico. Mas o México pode sair prejudicado sim, com produtos que podem ser feitos em solo americano.


Na política externa é que eu quero rir, pois quem manda não é um Democrata ou um Republicano. Claro que toda essa puxação de saco para Vladimir Putin pode trazer uma melhor conversação entre os dois impérios, mas achar que as forças americanas arredarão o pé do Oriente Médio por causa de uma retórica isolacionista de um outsider é como acreditar naquele papo de "só vou colocar a c****". Duvido. Duvido que os EUA deixem aliados fornecedores de sua principal matéria prima, o petróleo, como Arábia Saudita e Kuwait à mercê de rivais regionais como Irã ou Síria assediados por seu concorrente geopolítico que é a Federação Russa, cujo interesse em monopolizar a distribuição de hidrocarbonetos para a União Europeia é crucial.


Assédio sexual etc., que ele seja julgado, mas alegar que seja um mau presidente por isso é tão relevante quanto dizer que Hillary não puniu o marido Bill por seus casos extra-conjugais. Isso importa?


Agora, se eu desse bola para o que diz a grande mídia, americana e brasileira iria torcer para Trump mesmo, pois é nojento como distorcem e superestimam o que é bobeira pura, como ele ter dito "b****" e coisas assim. Que é um escrotão, isso ninguém nega, mas a atuação da Sra. Clinton como Secretária de Estado me parece muito mais relevante.


O problema com ela é que dizer que seria uma mulher na presidência é tão relevante quanto um negro, um marciano ou torneiro mecânico, isto nada importa. E o ponto certo de Trump é dizer que atuará firme contra a imigração ilegal, o que em uma sociedade com medo e um mundo com medo tem de se levar em conta, em que pese qualquer dilema moral. Certo ou errado, isto irá pesar e quem não tiver resposta deverá ficar de escanteio no jogo da história. Ruim? Resolva de outra forma. O problema é que isto não precisa vir acompanhado de uma visão comercial tacanha de fechar fronteiras ou dificultar a abertura comercial que trará, imediatamente, pobreza aos seus parceiros e ex-parceiros. E como a pobreza, o tráfico e o crime. Batata.


Mas, a principal cabo eleitoral de Donald Trump foi Hillary Clinton que dizia ser favorável ao um bloco livre no hemisfério, se referindo a uma zona comercial livre nas Américas, a antiga Alca (Área de Livre Comércio das Américas), já dificultada por FHC (e com Lula e Dilma nem pensar) para depois, pressionada pelo socialista concorrente dos Democratas, Bernie Sanders, se desdizer e defender o protecionismo novamente. Ou seja, entre o roto e o rasgado fique com o que fede menos.


Para nós aqui, ela era ruim, e o Donald, um populista nojento que ainda é uma incógnita. Em quem eu votaria? Nulo. Quem ganhou? Além de Trump, o terrorismo internacional que conseguiu acuar um império.


O que eu desejo? Que ele fale mais, é divertido ouvi-lo.


a.h


Em 9 de novembro de 2016 19:48, C B escreveu:
E aí, Anselmo, o que você espera e deseja do novo presidente dos EUA?

...


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