Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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terça-feira, dezembro 13, 2016

Quem é o Politicamente Histérico?

 


Lemos muitas críticas necessárias e corretas ao Politicamente Correto, que suprime nossa Liberdade de Expressão, mas do outro lado desse espectro comportamental há um tipo que se torna cada vez mais frequente, o POLITICAMENTE HISTÉRICO. Quem é e como age? Imagine aquele sujeito que chega em casa tira os sapatos, vai até a geladeira, pega uma cerveja, liga a TV no canal de esportes e estende as pernas com seus pés fedidos em cima da mesinha de centro. Daí, quando seu time erra um passe a gol, ele se transforma em um misto de vendedor de peixe com motorista de fim de semana preso em um engarrafamento.

É o tipo que vocifera quando criticamos o governo do PT dizendo "tu está usando a lógica da Direita" ou quando divulgamos que há mais políticos do PMDB e de todos os outros partidos envolvidos e temos que ler que "tu está fazendo como a Esquerda". Mas antes ficasse só neste âmbito político-partidário, pois quando se trata de qualquer, QUALQUER assunto que tenha um mínimo de ideologização, lá vem ele, como um Cruzado em busca de infiéis! Se divulgamos que o maior pico de calor desde o chamado "Aquecimento Global Antropogênico" já foi há mais de 10 anos ouvimos que somos "negacionistas", que não nos importamos com o meio ambiente e nossa responsabilidade enquanto espécie sobre este planeta, mas se por acaso achamos interessante uma perspectiva cataclísmica sobre o aquecimento global, seja de origem antrópica ou não, logo veremos a fúria dos "especialistas", melhor preparados que qualquer cientista da Nasa, pelo visto, nos dizendo que fazemos a lógica dos "globalistas", lacaios da ONU que, com sei Painel Inter-Governamental de Mudanças Climáticas, o IPCC pretende nos enganar mentindo sobre a mudança climática global para impor um governo mundial.

Uma coisa eu sei, se alguém se irrita com este tipo de análise qualificando-a como “adjetivação sem fim” é porque, muito provavelmente, se sentiu inserida em algum ponto da definição de histericamente político. Digo isto porque não faltarão agora aqueles que já se sentem membros de uma “equipe”, sejam os “bolsonetes”, os “anti-golpistas”, os ambientalistas, os direitistas etc. e etc. Quando criticamos um (na verdade, vários excessos) de Jair Messias Bolsonaro, quando o deputado profere uma asneira sobre quem pode votar e quem não pode (entre os que não podem, analfabetos), ou outros que dizem que “Bolsa-Família é crime”... Ora! Posso ser contra esse mecanismo por achar falho e que não cumpre seus objetivos e esses objetivos são opacos, mas crime é outra coisa, bem clara. Chame de imoral, ineficaz etc., mas crime é outra coisa. E não me venha dar uma de santo sem ser explícito ao dizer que é contra o sistema, essa palavra vaga e ao mesmo tempo dizer que logo os militares darão um jeito. Ora! Há quanto tempo temos um sistema disfuncional à sociedade? É de agora? Claro que quero que haja um fim nisto, mas querer um atalho, uma solução rápida e revolucionária não funciona. Militares tem a função clara e constituição de intervir em caso de desordem e para eles isto é claro, violência. Se nossa democracia é falha, então é isso mesmo, demora e é custoso arrumar tudo. Ninguém disse que seria fácil, que teríamos sucesso rápido e estrondoso. Trata-se de uma série de reformas, com pressão popular nas ruas após oficialização de pedido junto aos órgãos de segurança, sempre é bom lembrar. Nada na base do facão e sim, na palavra e assinatura. O politicamente histérico age como uma criança birrenta que berra e chuta o ar e não é esse nosso caso, nossa meta e nosso método.

A choradeira não passa sem uma boa dose de vitimização. Se você deplora algum covarde que acha lícito a tortura como método de investigação é porque “tu tem preconceito contra a classe(sic) policial”. Não sei se ficou claro, mas quem diz isto se mostra um perfeito preconceituoso, como se fosse atribuição de um policial torturar, como se fosse atribuição de alguém. Só penetrando na mentalidade de alguém assim para entender como uma claque de semianalfabetos adentra no Congresso Nacional falando que “só os militares tem condições de governar o país”, ao ponto esdrúxulo de confundir a bandeira japonesa, em um painel comemorativo da imigração, com um símbolo do comunismo! Só assim se entende o polo oposto de professores e alunos, verdadeiras ovelhas que se veem no direito de invadir escolas em nome de suas causas políticas impedindo outros alunos e professores de manter suas atividades. Direito à liberdade de expressão não é nem nunca foi cercear a liberdade alheia, não sem a devida liberdade de reprimir idiotas como esses. Já que é para ter liberdade irrestrita, então a liberdade de conter este gado acéfalo também deve ser desencadeada.

São pessoas que admiram os EUA, mas querem uma sociedade similar através de um voo charter com uma intervenção militar. Ou aqueles que querem uma educação de “padrão cubano” para o Brasil, enquanto colocam os filhos em escolar privadas e caras. Mas berram e como berram... Não podem ver algo que lhes desagrade que emitem urros como se fossem argumentos. Se alguém admirar um corpo de mulher, em posição sexy não passa de um “machista misógino” ou algo pior, se alguém é contra uma imigração maciça e se preocupa com choques culturais advindos dessa pode ser tachado como “racista” ou, quando não, nazista mesmo. Se alguém se condói ou lamenta os ataques de grupos fundamentalistas islâmicos a outros muçulmanos como justificativa à ajuda aos refugiados é porque se posta “contra o Ocidente” e por aí vai... Se alguém critica Donald Trump é porque é de “esquerda americana”, um Democrata, mesmo que o ponto sensível que nos afeta como brasileiros (e mexicanos) é sua postura protecionista e retrógrada em termos de comércio externo. Da mesma forma, quando nos posicionamos contra Hillary Clinton é porque somos “a favor de uma política de endurecimento diplomático” e “não nos preocupamos com o resto do mundo”, muito embora a ação desta senhora como Secretária de Estado tenha desestabilizado o norte da África e mal sucedida no Oriente Médio. Se nos interessamos pela geopolítica russa e nos preocupamos com a estabilidade e desenvolvimento do país somos “imperialistas a favor da hegemonia do Urso Russo” ou “cheerleaders de Putin”, mas se tu apontar a expansão e ataques da Federação Russa serás acusado de ser um “atlantista”, submisso à Aliança do Atlântico (EUA e Europa Ocidental), contra a Europa Oriental, Ásia e países não centrais do capitalismo em geral. São tantas as rotulações que a análise de sua coerência conceitual esvanece entre os berros e fiascos de quem as utiliza.

Já houve tempo em que ecologistas eram pessoas razoavelmente afeitas ao método científico, mas hoje se encontram muitos desses histéricos. Recentemente ouvi quem chamasse uma famosa modelo de “hipócrita” porque a moça chorou ao ver o desmatamento da Amazônia em cima de um helicóptero. Por causa do helicóptero, por causa de seu padrão de vida, cuja ostentação é ofensivo àqueles que creem ser uma “injustiça social” sem perceber que seu padrão de vida, embora bem mais módico seja já uma clara evolução em relação a uma época na qual uma simples refeição matinal continha bem menos itens oriundos da indústria e agronegócio. Quando se insiste no argumento da injustiça social se percebe que o foco do problema nunca foi o impacto ambiental em si e sim o fato de que alguns possam consumir mais ou de modo mais caro que outros. O que não se percebe aí é que a “justiça social” enquanto certa homogeneidade de consumo não deixa de ser uma expansão absoluta do consumo, dos recursos energéticos e do impacto ambiental, mas que também traz consigo a possibilidade de escassez de seus insumos e aumento de produtividade, inclusive com substitutos mais limpos ou produtos reciclados.

E quanto à diferença entre sexos? Já houve tempo em que “feminista” era a mulher contrária à maus tratos ou discriminações ao sexo feminino, mas se por acaso você enaltecer o papel da mãe na família ou se encantar com o jeito feminino precoce de sua filha poderá ser acusado, por uma histérica que estás introjetando um papel social subalterno à cria. Nessas horas eu tenho vontade de perguntar à feminista se ela teve uma péssima noite de sexo e sugerir um manual de “como atingir o orgasmo feminino em 10 passos”.

E se tu tem afeto por animais, se tem um cão ainda não te acusaram de hipocrisia por que tu não sente o mesmo pelo novilho que acabou de enfiar o espeto em cima do carvão em brasa? Adianta falar a necessidade de ingestão de proteína animal não autoriza ninguém a maltratar o gado e que defendemos a morte rápida e menos dolorosa possível?

Se for verdade que dizem que o Politicamente Correto cansa, que persegue e cerceia a liberdade de expressão, não é menos verdade que o modo de se mostrar contrário a isto tudo diz muito sobre o tipo de expressão que se quer libertar. Claro que o espaço é garantido a todos, mas convenhamos, quem não tem conteúdo algum, basta berrar e fazer mimimi, mesmo aqueles ou aquelas que raciocinam em círculos como se estivessem trocando parafusos de um pneu ou repetindo a mesma coisa como os movimentos de quem esfrega roupa suja no tanque. Já disseram que a internet deu voz aos idiotas, mas acho que é o mesmo que acontece quando o torcedor vai no estádio e se transforma em um mico pulando na arquibanca e guinchando ou um frustrado que vira um paladino do asfalto se achando detentor do monopólio da razão ao cortar outros motoristas nas ruas. O Politicamente Histérico é o resultado da despersonalização em redes sociais.

E claro, não nos esqueçamos dos que atualmente batem o recorde, aqueles que chamam quem discorda dos mesmos de “fascistas” se comportando, obviamente, como fascistas. Quando surgiram, os fascistas usavam camisetas pretas e hoje, notadamente vermelhas. Enquanto que muitos políticos são camaleões mudando de cor como mudam de partido, seus militantes podem mudar a cor da camisa, mas a conduta continua a mesma de sempre: fascista.




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