Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Kamaradas!

Vou falar sobre uma parte da Esquerda brasileira:
No início dos 80, quando eu me voltei para a política, no plano meramente teórico eu via gente dizendo coisas como:
1. A Direita domina porque não tem preconceito, eles leem Marx (um dos melhores conhecedores de Marx é Delfim Netto[1]);
2. Havia muita briga interna, muita mesmo. Mais do que entre conservadores e libertários, do que entre ancaps e minarquistas, do que "bolsominions" e liberais que se vê hoje em dia... Era entre trotskystas e stalinistas (Convergência Socialista vs. PCdoB), leninistas pós-Kruchev (PCB) vs. stalinistas (PCdoB), comunistas (Marx) vs. anarquistas (Proudhon, Bakunin etc.) e todos esses ficaram de cara quando gente como Gabeira voltou falando de negros, mulheres e meio ambiente - "ah! mas você quer lutar pelas minorias?!" - refletindo as transformações da esquerda europeia (e americana), a New Left, que é o que domina hoje em dia aqui;
3. Pois bem kamaradas! A esquerda chegou ao poder e ela não teria conseguido sem os sindicatos e o que fez? Aplicou a teoria? NANANINANÃO... Ela SE ADAPTOU!
Agora sabem o que eu vejo? A mesma coisa do outro lado do espectro político, na chamada "direita" (mesmo que liberais não gostem do rótulo é assim que eles nos enxergam). E sabe o que vai acontecer quando tomarmos gradativamente o poder? Teremos que nos ADAPTAR.
AGORA, nós queremos brincar de política, de revolucionário ou queremos crescer e ser "gente grande"?
Se formos crianças vamos repetir o filme da esquerda só que defendendo a propriedade privada, talvez a única diferença; se formos adultos deveremos estudar Teorias do Estado (ao invés de fazer biquinho e dizer "estado bobo, feio, mal, não gosto do estado, buáááá") para transformá-lo paulatinamente. Isto leva décadas e deve começar pelas prefeituras, pois estas estão ao nosso alcance.
Ao invés de tentar mudar a sociedade pense em políticas voltadas ao seu bairro, ao invés de pensar no meio ambiente amazônico proponha um plano de saneamento para a cidade, ao invés de só falar no tesouro nacional te informe sobre as contas públicas do município. Daí, juntando os cacos aqui e ali teremos informação e experiência para pensar Brasília e outras instâncias.
Se não for isto, tu podes sair cantando Titãs "a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte..." para que em 2018 venha um novo Salvador da Pátria. Daí kamaradas nós teremos muito choro, muita emoção, a bandeira nacional tremulando contra o azul profundo do céu, abraços, lágrimas, emoção... Mas toda a velha guarda estará ali, com seu melhor olhar triste treinado de político profissional pronta, prontinha para o quê? Para se ADAPTAR. E nisto reconheçamos, eles são muito bons. Fazem há décadas e continuarão fazendo se não mudarmos isto de baixo pra cima, de fora pra dentro, como qualquer sociedade que evoluiu fez.






[1] À época visto como um legítimo pensador de ‘direita’, mas não liberal, pois liberalismo mesmo era coisa entendida como ‘fracassada’. Ser de ‘direita’ era, simplesmente, ser anti-socialista e isto compreendia tudo, desde o pró-americano ao defensor de ditaduras militares etc.

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