terça-feira, novembro 17, 2015

Paris Attacks: The Acuity of Hindsight | Stratfor | FINANCIAL SENSE


"For French authorities, sorting through the universe of potential attackers to identify those who pose the greatest risk is a daunting challenge — as it is for any other government. The process is like a shark attempting to select a few fish from among a vast shoal of baitfish swimming in unison. A shark has an incredible sensory array that is extremely effective at identifying prey to be devoured by its rows of formidable teeth. But the shoal provides security by making it next to impossible for the shark to identify the specific individual fish its needs to target."[Paris Attacks: The Acuity of Hindsight | Stratfor | FINANCIAL SENSE]

Como os países gastam o seu dinheiro




segunda-feira, novembro 16, 2015

É o indivíduo, estúpido! - 02


Por que o indivíduo? Permita-me explicar, individualismo é uma palavra que tem muitos significados, podemos estar falando do sentido normativo de individualismo, de que o indivíduo tem que ser valorizado, seus direitos, deveres sobre os direitos coletivos, p.ex. ou, analiticamente, seu peso e papel na história etc. ou ainda podemos estar falando em termos éticos, o individualismo ético, uma ética anti-coletiva, de que só o senso individual e a constelação de valores criada pelos indivíduos é que tem valor e que a vida em sociedade não passa de um amontoado de crenças sem sentido, pois o que vigora mesmo é a “lei da selva”, um salve-se quem puder ou como já disse alguém “a guerra de todos contra todos”. Por outro lado, como mencionamos há a perspectiva metodológica e é esta que nos interessa: mesmo obras ou instituições sociais só tem valor quando reverenciadas ou odiadas por indivíduos. São eles que em ultima análise tornam relações sociais válidas, seja a relação íntima entre um casal, um pleito democrático, a ascensão profissional de uma mulher, o questionamento de uma dada forma de discriminação sexual, racial, religiosa etc. ou mesmo o sentido de pertencimento à pátria ou uma classe específica, como o proletariado. Tudo isto só faz sentido se compreendido (mesmo que muito mal compreendido) pelos indivíduos e aceito por eles.
Portanto, quando ocidentais como eu dizem e repetem que o “islã é propenso à violência” há uma grande dose de coletivismo metodológico, de apego e uso de categorias coletivas como dotadas de consciência e poder de ação nesta afirmação, pois eu duvido que a grande maioria dos que afirmam isto, taxativamente, tenha se debruçado sobre textos sagrados ao ponto de afirmar, QUANTITATIVAMENTE, que o Corão é mais violento do que a Bíblia, eu duvido. “Mas a cultura e a sociedade deles são...” Bem, digamos que sim, que na conjuntura mundial atual, tenha sido realmente assim, mas daí voltamos ao ponto inicial, como estes indivíduos passaram a agir assim? Isto é algo que transcende as escrituras, não faz parte de uma essência e compõe um arranjo que por mais duradouro que seja, nem sempre foi assim...


domingo, novembro 15, 2015

Tragédia em Mariana, MG - 01


Algumas considerações sobre a tragédia em Minas Gerais:

Segue um comentário de um engenheiro de minas para reflexão:A cada dia eu entendo menos nosso povo... Somos um povo estremamente emotivo e passional, o que ao meu ver é excelente, somos politicamente e socialmente imaturos, achamos um absurdo e repugnante uma mineradora lucrar 2,6 bilhões de reais mas é "normal" a corrupção em uma empresa estatal ter perdas declaradas do triplo deste valor com corrupção, e somos um povo extremamente fácil de sermos doutrinados... Acontece um incidente catástrófico com um mineradora em Minas Gerais e de repente os jornalistas e os políticos (que ao meu ver só estão buscando uma auto promoção com a desgraça alheia) viram os maiores especialistas do assunto...Então, como Engenheiro de Minas eu me acho na obrigação de fazer alguns esclarecimentos pelo menos aos amigos: 1- Apesar dos mineradores adorarem a mineração, não ficamos fazendo buracos, transformando montanhas em vales e vales em montanhas por que achamos bonito! Mineração só existe por um motivo: VOCÊ! É a demanda por produtos minerais que fazem da atividade de mineração um negócio rentável! Caso você não saiba, só no ano passado cada brasileiro consumiu 126 kg de produtos siderurgicos, isso dá algo em torno de 200 kg de minério de ferro! Olhe ao seu redor... Tirando o que é feito de material animal ou vegetal todo o resto precisou de uma mineradora! Seu carro, o onibus, metrô ou avião que você pega, seu celular, computador, seus talheres, copos, sua casa... Então amigo ou amiga, seus pézinhos também estão sujos com a lama da Samarco!2- Não conseguimos fazer mineração onde queremos! Ninguem avisou para o minério que ele deveria se concentrar em um lugar feio, longe da população ou de recursos naturais...3- Ninguém constrói ou opera uma barragem para que ela se rompa! Muito pelo contrário, empresas sérias como a Samarco gastam milhões por ano para mantê-las integras e seguras! Infelizmente, acidentes podem acontecer com qualquer um! Eu (Welson) não acredito que o rompimento desta barragem foi descaso ou omissão! Monitorar e/ou recuperar uma barragem custa muito barato frente aos riscos ao qual as empresas se expõe não o fazendo.4- Rejeito de minério de ferro não é tóxico! A lama é composta de ferro, sílica, amido gelatinizado com NaOH, amina e, para corrigir o pH, soda (o que não implica dizer que ela não vai detonar a fauna e a flora a jusante, isso é fato)5- Muitas pessoas estão postando que há um laudo do Ministério Público de 2013 que questiona estabilidade da Barragem do Fundão. Impressionante como as pessoas nem sequer tem a preocupação de checar a veracidade daquilo que publicam. O laudo, em nenhum momento, trata da barragem! Ele trata da Pilha de Estéril do Fundão e quais seriam as consequências da elevação do nível de água no pé da pilha, como resultado do alteamento da barragem.6- Os lucros das mineradoras são sempre gigantescos por um motivo: houve um investimento gigantesco lá no passado para que aquela estrutura também gigantesca esteja ali! Se o investimento não der retorno, melhor deixar o dinheiro no banco, não tendo riscos!Enfim, gostaria de deixar claro que me solidarizo com as vítimas do acidente da Samarco, da maneira que pude eu tentei ajudar... Acredito que a Samarco terá um discernimento adequado para tratar dos afetados pelo incidente (esse lucro que todos criticam vai ser pouco para o que será gasto agora) e espero também que as pessoas comecem a buscar melhores informações antes de tentarem convencer o mundo que uma bobagem repetida muitas vezes vire uma verdade!Quem tiver alguma dúvida estou sempre à disposição!

(Fontes: http://www.acobrasil.org.br/…/…/numeros/numeros--mercado.asp) / http://www.institutominere.com.br/…/5-contradicoes-sobre-o-…)

É o indivíduo, estúpido!


Antes de lerem, ouçam isto:
https://www.youtube.com/watch?v=L32hbRx6YpQ

O negócio é o seguinte, George W. Bush avisou o que poderia acontecer com a retirada das tropas americanas? Sim. Porém, SE ele não tivesse invadido o Iraque, esta instabilidade atual não existiria. Seria certo deixar um ditador no poder? Não, mas também não seria certo apoiá-lo numa guerra contra o Irã, anos antes. Há muita coisa para considerar, assim como há muitos atores, (a URSS, p.ex, que enquanto existiu foi a maior investidora em armamentos no Iraque de Saddam). Não há um culpado, há vários, mas procurar uma demonização em uma categoria coletiva, o Islã é típico de coletivistas, como o próprio Marx foi um. Culpados são indivíduos, assim como responsáveis pelo sucesso. da humanidade. Se muçulmanos por serem muçulmanos fossem embriões do mal, o mundo já teria acabado, assim como partiriam do Irã e da Turquia a maioria deles (dado que são os países mais populosos). Com certeza que a política frouxa de abertura aos refugiados é um problema gerador de outros (quem faz bem neste caso é a Austrália, criticada pelos relativistas), mas colocar todos no mesmo saco é um simplismo atroz. Não dá para ficar repetindo como papagaio asneiras em considerações metodológicas, tipo a maioria dos egípcios e dos paquistaneses odeia o ocidente... Ora, o Brasil já foi apontado como o 2o maior antiamericanista do mundo em uma dessas pesquisas de opinião (das quais quase ninguém se importa em pesquisar como foram feitas). E aí, nem por isso há muitos brasileiros saindo por aí e cometendo atos terroristas. Menos paixão, menos rapidez no julgamento, mais razão e senso lógico é o que se pede. Mas, caso não considerem este pedido, apenas aceitem que não passem sem tomar sua hóstia de fanatismo diário.

Caso não tenha entendido meu protesto, não é a religião que mata, são indivíduos que matam. Ah! Mas e a Jihad? Sim, é um forte preceito e base para ataques, mas a escolha de segui-lo é do indivíduo que aceita a interpretação. Se não fosse assim, vários cristãos poderiam se tornar torturadores ao levar o Velho Testamento da Bíblia ao pé da letra...


sexta-feira, novembro 13, 2015

Projeto "Calçada Legal" em Manaus


A calçada é pública, mas deve ser mantida (cuidada) pelos particulares? Esta é uma das confusões que, para evitar obrigações, se evita discutir e definir claramente de quem tem a responsabilidade efetivamente. Sinceramente, o cuidado com este tipo de infra-estrutura é público porque se submete ao Código de Posturas da cidade, mas isto não quer dizer que ela tenha que ser mantida, financeiramente, pelos recursos públicos do município. Este já foi um assunto que eu levantei em comunidades de debates liberais, mas para minha surpresa foi o suficiente para eu ser discriminado e taxado como "social-democrata", na melhor das hipóteses e "estatista" na pior. Esta infantilidade decorre de uma falha conceitual, em parte por ignorância, em parte por conveniência de não levar em conta as chamadas "externalidades negativas" que são consequência de um leque de leis confusas e órgãos e agências que se sobrepõem em suas incumbências. 

Cf. http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2015/11/projeto-calcada-legal-lanca-video-e-da-inicio-acoes-em-manaus.html


O aborto e suas fronteiras


Um dos (fortes) dissensos internos ao libertarianismo.



O aborto hoje é banalizado por grupos feministas que entendem o direito de executá-lo como mera liberdade de cuidar de seu corpo, como se a morte de um inocente não fosse algo diferente de um direito exercido por ela, como pintar o cabelo ou usar piercing. Pode se dizer que há um limite, fronteira entre o que é moralmente aceitável, aborto antes dos três meses de vida, quando seu sistema nervoso funcional ainda não existiria, mas "fronteira" ainda é uma figura de linguagem que nos remete à permeabilidade, uma vez que são mais ou menos fechadas. A questão é o limite rígido e quando não se tem um aval consensual científico ficamos neste limbo legal, ou melhor, político, pois a lei pode ser clara, mesmo que moralmente equivocada.
Quanto ao tópico em si, está óbvio que por "banalização" quero dizer isto mesmo, o conceito de que feministas (abortistas) têm de que sendo seu o corpo, elas podem fazer o que quiserem com ele. Poder, podem, dever é que não, pois este último verbo nos remete a uma premissa moral. Este é o ponto, elas querem abortar quando bem lhes der na telha, mas não admitem serem acusadas pelo que fizeram com um jugo moral negativo. Ora, está mais que claro que os casos previstos em lei, saúde da mulher, saúde do feto (caso de anencéfalos), estupro etc. são mais do que suficientes para justificar um aborto, mas o que não pode, ou melhor, o que não devemos permitir é a noção de que uma mulher pode ir a um posto de saúde ou clínica apoiada pelo sistema público de saúde e tirar uma vida com a mesma facilidade de quem abriu as pernas alguns meses atrás só porque acha difícil controlar seus impulsos e ordenar sua vida com contraceptivos, ampla e facilmente encontrados hoje em dia. Isto também não tem nada a ver com a noção espúria de que "nós homens não queremos nos comprometer", pelo contrário, acho que não só podemos como devemos e se há uma das poucas coisas que, legalmente, funciona neste país é a responsabilização paterna pelo seu filho. Só uma feminista que ainda, criada nos estertores da década de 60 para achar que se trata de uma "guerra entre sexos". Outro detalhe, mesmo que porventura, o aborto venha a ser permitido sob circunstâncias mais elásticas do que atualmente, eu acho um absurdo que tenha que custear, indiretamente, através do SUS ou algo que o valho por algo que eu, taxativamente, discordo e desaprovo. Isto tem que ser discutido nacionalmente, pois não é algo que afeta só a um grupo de indivíduos, mulheres, mesmo que atingidos mais diretamente. Isto afeta a todos nós, mesmo que digam que "não sofremos como elas", uma vez que atinge nossos orçamentos e isto é fruto de meu esforço, minha liberdade. Legalizar e defender o aborto como mera questão de "saúde pública" sem questionar as causas desta "epidemia" ou propor um sem número de medidas que poderiam vir antes é que é prova maior de insensibilidade e indiferença perante os outros.




quinta-feira, novembro 12, 2015

Deixa eu dar um toque...



Esta página[1] é extensão do meu lar, é como uma sala de estar. Quem solicita minha "amizade" ou algo similar tem que estar de acordo com minhas regras. E muitas delas simplesmente surgirão no calor e decorrer dos acontecimentos, quando eu tiver uma ideia, quando eu arrotar ou quando eu olhar pro lado. Como disse Luís XIV, "o estado sou eu", aqui "a página sou eu", então se forem discordar, o façam civilizadamente, sem nervosismo, com palavras gentis e doces, pois do contrário, tudo que irão enxergar será um par de ferraduras polidas em movimento. Então, esquerda em geral, feministas mal comidas, olavetes (esses eu desprezo), religiosos tentando me converter etc. Toda essa raça/ralá não é bem vinda, fui claro? Se querem "altos debates" há um sem número de comunidades e duas delas eu administro, outra ainda em parceria. Lá vocês podem se estender até perder de vista, aqui não.


Acho simplesmente incrível a necessidade de conversão que as pessoas têm em relação aos outros. Escutem, melhor, leiam, o mundo é um amontoado de tribos que se fagocita constantemente. Há uma certa ordem imposta pela economia e pelo estado, agora não esperem que um espaço que serve como diário seja seu campo de exercício democrático. Para tanto criem suas páginas e não se comportem como parasitas no espaço alheio.


Concordando comigo, sejam bem vindos. Do contrário, a porta de saída é a mesma de entrada e ela não reduziu de tamanho.


Anselmo Heidrich






[1] Comentário postado na minha página no facebook. 

domingo, novembro 08, 2015

As lágrimas do elefante e o sorriso de Suzane




Esta matéria diz que um elefante, um filhote de elefante chorou cinco horas seguidas após sua mãe tentar matá-lo assim que nasceu. Os tratadores o salvaram e após duas horas, sua mãe tentou atacá-lo novamente.


Pois bem, agora leiam a conclusão da matéria:

"A mãe pode ter tentando matar seu filhote porque a vida em cativeiro muda o comportamento tradicional das famílias e isso interfere nos instintos protetores dos animais em relações aos bebês."

Eu não acredito nisto. Há muitos e muitos animais, creio que a imensa maioria que não adota este tipo de comportamento. Não há evidência que o cativeiro (e eu não estou defendendo o cativeiro, aliás, eu o abomino) leve a isto. Acho que o instinto maternal é forte demais para sucumbir à pressão do cativeiro sobre o comportamento. A etologia não é determinada única e exclusivamente pelo condicionamento ambiental, nem este condicionamento tem como objetivo levar mães ao assassínio de seus filhotes.  Outra situação recorrente é a depressão pós-parto, que não existe por causa do cativeiro.

O que houve então? Isto eu não sei dizer, mas sei dizer que há algo que carregamos geneticamente ou, como diziam os antigos "que nasce com a gente", que dá no mesmo, a diferença é que a primeira forma de dizer dá um ar 'científico'. Dito de outra forma, alguém se torna psicopata ou nasce psicopata? Ora, alguns de nós simplesmente o é, não se torna algo. Comprovações? Evidências? Não as tenho, não estudo o assunto, mas sei dizer que na minha geração se acreditava muito mais que "o meio transforma o
homem" e isto é cada vez mais questionável. Lembro-me claramente de como desdenhávamos dos mais velhos, dizendo que eram 'retrógrados', 'reacionários' por estigmatizarem quem era diferente, não pensando que "não tiveram a
mesma chance que nós". Nada a ver! Tem gente que, simplesmente, teve todas as chances, economicamente falando, mas trilhou outro rumo, da indiferença, completa ausência de empatia por outros seres para atingir seus objetivos. E se for assim conosco, por que não com outras espécies? 
 
Suzane Richthofen, quem coordenou o assassinato de seus pais poderia nos dar uma pista...