sexta-feira, junho 09, 2017

Rubem Alves - A Escola Ideal - o papel do professor

Me arrepio quando alguém é apresentado como "educador". Este Senhor já deu aula para classes com mais de 40 alunos? O que é comum no país inteiro. É claro que o método dele atrai, mas tente fazer isso numa sala abarrotada com 1/4 da mesma impedindo os demais de assistirem a aula. A questão é que uma boa aula não se restringe ao método de ensino somente, mas a um processo educacional que deveria conter a palavra disciplina como parte naturalmente integrante. 



A leitura... Vejam que neste ponto do vídeo, Rubem Alves já não fala mais do professor, mas da mãe (ou pai) induzindo à leitura antes de dormir. Diz que o professor não deve mandar ler porque a relação com a leitura deve ser pautada no amor. Acho engraçado como este tipo de dica, quase poética é levada a sério... Alguém em sã consciência acha que um país se constrói com base em mensagens poéticas e de auto-ajuda, que relação de cobrança, de busca por mérito não se fazem necessárias? Óbvio que nem todos terão o mesmo apreço pela leitura, assim como nem todos irão querer construir uma prateleira quando estressados preferindo caminhar na praia ou jogar videogame. Na base dessas mensagens está uma percepção individual tomada quase como amostra estatística para generalizar o comportamento padrão de alunos no sistema de ensino nacional. Sinceramente, esse cara não sabe do que fala.



"A missão do professor não é dar respostas que já estão nos livros, já está na internet" e sim "provocar o espanto, a curiosidade". Ora! E quem acha que já não é assim? De onde diabos ele tirou que professor fica só dizendo o gabarito às questões propostas? Isto já era, se é que um dia foi exatamente assim. Este ensino maiêutico é um método já tão consagrado que está em livros, inclusive. O problema é anterior, a taxa de leitura de nossos professores é muito baixa, exatamente porque as universidades os forma mal, muito mal e isto tem exatamente a ver com tudo que já dissemos aqui sobre a doutrinação do ensino que abortou o rigor da disciplina no estudo e o valor dado às provas. Dano este causado pelo mesmo tipo de mentalidade que este senhor ostenta, a de um "ensino livre". Ora, o que é exatamente "livre" quando se é mera presa de seus instintos e não se faz nada para superar sua condição abissal de ignorância achando que "todos já portamos um saber" tomando o mesmo como suficiente?



Entre tantos erros no presente vídeo, o maior deles está na premissa de que o conhecimento flui como se fosse mágica, sem nenhum tipo de esforço. Nem todos nós somos Mozart que já nascemos sabendo, mas podemos chegar lá com técnica. Técnicas apreendidas através de ensaio e erro feitos por gerações que nos antecederam. Ignorar isto é simplesmente desrespeitar todo um legado de trabalho e esforço que possibilitou gente estressada fabricar uma prateleira que no passado se fazia para sobreviver através de oficinas de trabalho que também eram escolas, a educação profissional. Pensando bem, que faça qualquer prateleira, desde que não fale besteira. 



Anselmo Heidrich

Confira o asneirol:Rubem Alves - A Escola Ideal - o papel do professor https://youtu.be/qjyNv42g2XU via @YouTube



quarta-feira, junho 07, 2017

Educar para quê? Reflexões sobre a educação no Brasil

Concordei ao final, quando Mateus diz que ninguém educa propriamente ninguém. Se aquela pessoa quiser rejeitar tudo aquilo (que foi ensinado), ela vai rejeitar.


Mas, quando o autor diz que a  verdadeira liberdade é a liberdade interior afirmando que a civil não é, pois pode desaparecer com um '38 ou um terremoto, ele faz uma separação cognitiva entre ser civil e consciência, como se nossa civilidade não dependesse da consciência.

Ele desconfia, com razão, do império das leis, da autoridade científica e médica, opinião do beautiful people, intelectuais e mídia, mas não é apropriado equiparar todas essas coisas. Na ciência, p.ex., algo consensual não prescinde de ampla discussão, muito maior que nos tribunais, com tempo certo de conclusão. Isto não é o mesmo que seguir tendências como faz a mídia e celebridades. 

E sinceramente, por pior que sejam as relações professor e aluno elas não são causas de doenças (transtornos) psicológicas. Aí foi forçado demais. Que mantém ou pioram vícios, sim, mas isso não é algo que requeira tratamento médico ou psicológico, no mais das vezes e sim uma boa e rigorosa educação. 

E discordo também que a educação como para formar "peças de engrenagem" no nosso sistema seja pior do que uma formação humana inteira. Esta visão humanística é que é doutrinadora e levou a piora da nossa qualidade de ensino. Os militares, p.ex., enfatizavam o ensino técnico no Brasil e nem por isso deixamos de ter uma boa base geral. O ensino técnico-profissionalizante não prescinde de uma boa base geral, sem a qual não teria um bom resultado. Já o ensino de visões filosóficas que deve ser uma busca individual ou particular, de ensino particular geralmente descamba para seu uso político. 

Anselmo Heidrich

terça-feira, junho 06, 2017

6 Minutes on the True Purpose of University Education

Jordan Peterson destroi ideólogo que apela para a negação de gênero

Those 7 Times Jordan Peterson Went Beast Mode

Matador.



Façam um esforço e tentem assistir este vídeo. Utilizem as legendas em inglês, se for o caso (como eu fiz). Jordan Dr Jordan B Peterson, Professor of Psychology​ critica o vitimismo atual presente, sobretudo, entre os millennials (ou Geração Y, são os primeiros que atingiram a idade adulta no ano 2000) e a pretensão desta geração de mudar toda a linguagem para os gêneros, que dizem ser "socialmente construídos". O ponto que Petersen chama atenção é que se há uma igualdade de gênero legítima, ELA NÃO PRECISA SER ASSEGURADA POR LEI NENHUMA e que se esta igualdade é natural, do ponto de vista de sua evolução social, exemplos contrários às tendências entre homens e mulheres deveriam confirmar isto e não o contrário. Exemplos como 80% dos estudantes do curso de psicologia no Canadá serem mulheres e 20 mulheres para 1 homem formados em enfermagem na Escandinávia, sem falar no acachapante predomínio masculino nas engenharias são provas de que existem tendências naturais que, em que pese todo o discurso politicamente correto (PC) de que "gêneros são construções sociais" insistem em provar o contrário. A questão é que tais discursos que se pretendem garantir a igualdade aos grupos só segmentam mais e mais a sociedade em negros e brancos, mulheres negras e brancas, latinos, asiáticos e esquecem, absolutamente, dos indivíduos. Se em um país como o Canadá, livre até então se inicia uma verdadeira cruzada linguística em torno do que que se chamada IDENTIDADE aos grupos, na verdade se produz mais desigualdade devido ao tratamento diferenciado que deve ser dispensado aos mesmos, na medida em que a maioria de alguns grupos não têm o mesmo desempenho e sucesso econômico. Isto acaba por relegar a esfera individual, onde todos deveriam ter os mesmos direitos a um plano inferior em uma estratégia autoritária de que SE DEVE reconhecer a todos os grupos direitos distintos para que sua condição social se equalize. E o primeiro passo para tanto é absorver o discurso moral, como se fosse imoral não termos o mesmo respeito por quem não concordamos e até abominamos, seja a pessoa ou seus argumentos. Ora, respeito não é obtido através de direitos, mas sim pela espontaneidade alheia. Eu posso exigir que tenham respeito para meus direitos essenciais, como a liberdade de expressão, mas nunca para a qualidade de meus argumentos, ninguém é obrigado a admirá-los ou defendê-los. Então, o direito de alguém ser o que é,homossexual, p.ex. não deve ser confundido com o direito a exigir que essa condição seja aprovada socialmente.



As pessoas é que decidem o que aprovam ou não. Na medida que se cria leis para garantir, não o direito de ser, mas o direito de exigir aceitação alheia, se passa da esfera do direito individual para o não direito individual, no qual o coletivo, vários grupos identitários se tornam antecâmeras de uma estrutura estatal e não há melhor nome para definir isto do que TOTALITARISMO.






Anselmo Heidrich

quinta-feira, junho 01, 2017

Delegado Francischini e projeto que reduz indultos para presos







Agora... posso ser ingênuo, mas porque a estrutura arquitetônica dos presídios tem que ser dividida em galerias? Não dá para projetá-los em celas para, no máximo, dois presos e assim exercer maior controle? Sei sei que seria mais caro, mas não se economizaria em custos no combate à criminalidade, justamente, pelo sistema prisional ser mais eficaz? E de mais a mais, com maior combate à corrupção, a reforma estrutural (física) desses presídios poderia alavancar. Afinal, isto deve ser troco perto do que se desvia.

Public "Education" has become indoctrination and distraction

Pesquisando sobre "doutrinação" e "educação" encontrei este vídeo e quase abortei a visualização porque... Bem, porque começou com aquela cantilena de que "somos formatados para a sociedade sem questionar, objetivando somente o lucro e bla-bla-bla", mas, MAS, M-A-S, como gosto de insistir até o fim para formar uma opinião tive uma grata, não, GRATÍSSIMA surpresa ao ver a abordagem do sujeito. Por diversas razões, eu vi que mesmo questionando, na base do cliché certos paradigmas que temos (sociedade industrial, educação em massa, lucro etc.) há informações muito, mas muito pertinentes mesmo. Como, p.ex., a de que o atual modelo educacional vigente na maior parte dos países partiu de uma necessidade da revolução industrial e do Iluminismo, quando uma minoria recebia a educação, particular e dada pelos jesuítas. Enfim, há detalhes por discutir, como a recente onda de Transtorno por Déficit de Atenção (TDA) não ser um transtorno, verdadeiramente falando, mas segundo o argumento esboçado, uma condição consequente de uma grande gama de informações que se perde na modorrenta e anacrônica sala de aula. Um dado interessantíssimo levantado pelo apresentador é que no jardim de infância, 98% (se bem me lembro) das crianças são diagnosticadas com Q.I. de "gênio" e após, apenas(!) 5 anos, a taxa cai para, no máximo, 15%. Evidente que esses números têm que ser conferidos. Estanho que Q.I. caia assim por fatores meramente ambientais (série de estudo), mas de qualquer forma fica a suspeita de que haja uma 'moda' ou corrente que diagnostique casos de dispersão de foco ou atenção com base em um viés cultural. Volto a dizer, se é que os dados apresentados são corretos e/ou fidedignos. Mais, a demonstração do crescimento do 'transtorno' (déficit de atenção) em direção à costa leste (onde haveria mais centros de estudo nessas patologias) é interessantíssimo (assim como vale a piada sobre Oklahoma). Agora o que mais me interessou foi saber que lá, a oposição ao modelo educacional "contra o sistema", o que seria aqui equivalente ao discurso de esquerda é contra a padronização e uniformização do ensino, sem artes, sem criatividade -

 - Inteligência Divergente -, enquanto que aqui, nossa oposição ao sistema reza a cartilha centralista, planificadora, totalitária do sistema curricular unificado (para um país tão diverso, tão variado etc.). Vejam que mesmo caindo o PT (ainda que temporariamente) o novo governo (em parte, novo...) ainda mantém a perspectiva da construção de uma anacrônica Base Nacional Curricular Comum, a BNCC. Até no discurso de "oposição ao sistema educacional", nossa Esquerda é paleolítica.



Cf. Public "Education" has become indoctrination and distraction https://youtu.be/6jZHNjc4Xk0 via @YouTube



Jordan Peterson: How to Combat Indoctrination of Students in the Educati...

Negócio é escrever sobre temas sociais com preocupação ética, como a diferença salarial entre homens e mulheres alegando tudo como "culpa do patriarcado", ou maus tratos às crianças como "culpa do patriarcado". O que Jordan PETERSON acusa é a formação ideológica de professores doutrinados que serão doutrinadores por excelência levando este tipo de raciocínio obtuso e explicação conveniente a todas as esferas midiáticas até que se crie leis - LEIS - para coibir as supostas diferenças com artifícios que se não são paliativos escondem os fatores das reais diferenças. Se cria uma realidade distópica a partir de uma imaginação utópica, coisa orwelliana mesmo. 



Confira o vídeo:



Pat Condell Estraçalha Jovens Vassalos da União Européia (Legendado PT-BR)

Programa nacional do PTB - 25/5/2017


O que eu sempre quis ouvir de um partido no Brasil está aqui:





Mas nunca pensei que viesse de um partido de ESQUERDA!!!
AH AH AH, se continuar assim, tem muito partido "de direita" por aí que ficará a ver navios...
Como disse o grande reformador da China, que a alçou a um patamar de liberdade econômica, mas ainda não social... DENG XIAO PING:
Não importa a cor do gato o que importa é que ele cace os ratos..