quinta-feira, maio 09, 2019

Você ainda tem esperança de que o Brasil se torne um país de excelência em saúde, educação e segurança nos próximos 30 anos?

Minha resposta a Você ainda tem esperança de que o Brasil se torne um país de excelência em saúde, educação e segurança nos próximos 30 anos? O que o leva a pensar assim?https://pt.quora.com/Voc%25C3%25AA-ainda-tem-esperan%25C3%25A7a-de-que-o-Brasil-se-torne-um-pa%25C3%25ADs-de-excel%25C3%25AAncia-em-sa%25C3%25BAde-educa%25C3%25A7%25C3%25A3o-e-seguran%25C3%25A7a-nos-pr%25C3%25B3ximos-30-anos-O-que-o-leva-a-pensar-assim/answer/Anselmo-Heidrich?srid=n4EX2
Tudo depende de ações de longo prazo e reformas estruturais, o problema é que isso passa pela ação política. P.ex., vivemos um momento histórico de transição, para uma economia mais livre, mas para tanto o Congresso, venal que temos, tem que agir cortando na carne, nem tanto dos parlamentares, mas de seus assessores e escalões inferiores do funcionalismo público de onde vem boa parte de seu apoio político através de ações clientelistas — troca de favores. 
Neste ritmo de reformas lentas, graduais, de um passo para trás para conseguir dar dois para frente, espíritos revolucionários (tanto de Direita quanto de Esquerda) acham que nada mudará, mas se observarmos como uma simples reforma da previdência pode adiantar uma enorme quantia de recursos que pode ser investida na criação de infraestrutura (portos, estradas, aeroportos, redes de transmissão etc.) e consequente atração de investimentos (diretos e indiretos, em produção e meros investimentos especulativos), o cenário se modifica para quem observa. 
A saúde é mais objetiva, pois seus indicadores são mais claros, é talvez o mais fácil de atingir, mas para isso, certos limites à expansão de serviços caros têm que ser estabelecidos (não dá para distribuir drogas caras em detrimento de leitos hospitalares, p.ex.); a segurança públicadepende de expedientes legais e tenho que dizer que precisamos reduzir a tendência jurídica chamada de “garantista” que dá muitos benefícios, na verdade, privilégios aos condenados que os permitem estabelecer redes de contato que estruturam o crime organizado. Paralelamente, a defesa individual precisa ser garantida. Não é possível que em um país com cerca de 60.000 homicídios ao ano ainda se questione o direito à defesa (armada) do cidadão; a área educacionalé a mais nebulosa porque o brasileiro mediano não a valoriza. Seja aluno de curso superior, que tem privilégios graças ao financiamento público para uma elite cursar a universidade ao pai de família da periferia urbana que acha que seu filho vai ganhar dinheiro e “fazer a vida” sem aquela “teoria chata” que “não serve para nada”. Isto se explica em parte porque o ensino técnico-profissionalizante do ensino médio foi abandonado e é neste nível de ensino que reside nosso buraco negro, em abandono e falta de direção pedagógica. Aliás, pedagogos são os responsáveis por criar teorias descoladas da realidade que pouco ou nada servem aos alunos. Se isto for questionado claramente, não vejo porque não nos tornarmos uma sociedade muito melhor em uma geração, cerca de 30 anos.
Anselmo Heidrich​
9 mai. 19

Olavo vs militares: De que lado está Bolsonaro?

Melhor cobertura de uma crise, totalmente desnecessária, desse governo:


"Olavo vencer" significa aquela madrassa da Virgínia receber mais likes e capitalizar com seu curso on line. Nada mais. Os militares vencerem significa uma retomada da estabilidade institucional, absolutamente necessária para que o país possa focar em reformas econômicas e quiçá, futuramente, políticas.


Por que as escolas militares são melhores do que as normais?

Minha resposta a Por que escolas militares são melhores que escolas normais? https://pt.quora.com/Por-que-escolas-militares-s%25C3%25A3o-melhores-que-escolas-normais/answer/Anselmo-Heidrich?srid=n4EX2
A resposta é simples: disciplina. As pessoas contestam dizendo que não é preciso ter disciplina militar para gerir um bom sistema de educação. É verdade, mas a questão não é essa, o problema não é que as escolas militares têm uma disciplina rígida, o problema real é que as escolas civis (públicas e privadas), regra geral, não tem nenhuma disciplina
E não adianta vir aqui com afirmações de pedagogos, assistentes, administradores ou até professores que não têm autocrítica, basta visitar as escolas sem anunciar para ver que professores que querem dar aula (ao contrário de muitos) não conseguem faze-lo sem gastar 15 minutos ou mais chamando atenção de seus alunos. Este não é um fenômeno só brasileiro, pode se observar mundialmente, mas o fato de termos uma epidemia de indisciplina em nossas escolas se explica pela confusão conceitual de tratar ensino e currículo como educação. Não são, são coisas bem diferentes, embora complementares. 
Leve teu filho a um curso de artes marciais e se surpreenda que os seus professores gastam minutos explicando conceitos de convivência para que os alunos não se transformem em meros pit-boys querendo sair batendo nos outros nas ruas, que defesa pessoal compreende um conjunto de valores de respeito aos outros. Professor de verdade professa verdades. Isto é fundamentalmente diferente do conceito pobre de instrutor de ensino criado por pedagogos para retirar poder do professor e que agradou aos políticos e legisladores que no passado viram aí uma fonte de economia de recursos… 
Como? Sim, exatamente. Quando os alunos não sofrem sanções pelo comportamento inadequado, como suspensões e, no limite, expulsões acabam sendo inseridos em um programa de “Progressão Continuada” (já ouviram falar? também conhecida como “aprovação automática”) no qual, exceto em raríssimos casos, não repetem de ano. Ou seja, o sistema criado ao longo dos anos por leis educacionais que não têm nada de educativas levou os professores militantes de utopias pedagógicas a acreditar que assim os alunos tomariam consciência. Ora! Como se conscientiza um aluno que é premiado pelo mau comportamento ao passar de série ou ano sem fazer nenhum esforço como o bom aluno? E como você acha que esse bom aluno seguirá se esforçando ao ver que os mal comportados, indisciplinados e vadios têm o mesmo resultado positivo? 
Caro, quem tem que “tomar consciência” somos nós. Só reconhecendo este cenário é que vai se compreender porque os resultados e indicadores dos alunos brasileiros em matemática e português são tão baixos. Erroneamente, nossos analistas e pesquisadores veem a ponta do iceberg e daí, seu titanic governamental já afundou. Em se tratando de escola pública, o MEC não dá conta, as secretarias de ensino estaduais e, principalmente, as municipais é que têm de fazer o serviço com regras próprias. Paralelamente a isso, as escolas privadas também podem absorver alunos carentes com vouchers, ao mesmo tempo que suprimem a legislação anacrônica do MEC e do ECA, verdadeiros atrasos para quem quer que o sistema realmente funcione. 
Com medidas assim, talvez levemos duas décadas ou menos para começarmos a ver bons resultados em escolas privadas e públicas, para alunos de diferentes faixas de renda sem que caiamos mais no discurso enganador de que “não dá para lutar com isso porque as ‘condições sociais’ não permitem”. Essa conversinha é de sindicalista que acha que aumentar salário resolve a “crise na educação”. Cascata! Esse é o mesmo raciocínio de quem acha que aumentar salário de funcionário corrupto acaba com a corrupção crônica. Sem disciplina e sanções adequadas, nada vai para a frente.
Anselmo Heidrich


9 mai. 19

terça-feira, maio 07, 2019

Ucrânia aprova lei para reforçar uso do idioma


O Parlamento ucraniano aprovou, no dia 25 de abril, uma lei favorecendo o uso do idioma no país. Poucos dias após a vitória de Zelenski, a nova lei aprovada prevê que 50% dos livros escritos e 90% de programas de rádio e TV sejam falados em ucraniano (atualmente, são 75%). Funcionários públicos de todos os níveis, assim como médicos, advogados e professores que desobedecerem serão multados, com exceção feita à ritos religiosos e comunicações privadas. Haverá um prazo de adequação de até três anos, tido como necessário para criação de centros de aprendizagem e treinamento do idioma em todo o país.
Não é a primeira vez que a língua na Ucrânia é objeto de intensa disputa política. Em 2012, a política linguística do país era de legalizar o russo e outras línguas minoritárias, como “ idiomas cooficiais” (em regiões onde 10% as utilizam). O ucraniano continuaria como oficial, mas o russo também seria adotado em tribunais e hospitais em regiões onde fosse falado majoritariamente*.
promulgação da língua ucraniana foi feita um dia após Moscou facilitar a emissão de passaportes para cidadãos ucranianos no Leste. Desde 2014, quando a revolta popular derrotou o Presidente apoiado pela Rússia, os dois países romperam relações e o presidente Poroshenko assumiu uma linha política dura em relação à Moscou. No mesmo ano, a Crimeia foi anexada pela Rússia e irrompeu uma rebelião separatista nas províncias de Donetsk e Lugansk, cujo conflito já dura cinco anos e levou à morte de 13.000 pessoas.
Petro Poroshenko, atual Presidente e candidato derrotado à reeleição, classificou a nova lei como um passo para “nossa independência mental”, coerente com sua campanha eleitoral, que se baseava na tríade “Exército, Língua e Fé”. Em suas palavras: “Esta é uma decisão verdadeiramente histórica, que está ao lado da restauração do nosso exército e do recebimento da autocefalia** pela Igreja Ortodoxa da Ucrânia. A língua ucraniana é um símbolo do nosso povo, nosso estado e nossa nação”.
Além de ser um incômodo às regiões mais russófilas do país, no Sul e no Leste, Moscou e o Presidente eleito da Ucrânia, Vladimir Zelenski, também veem a nova lei como contraproducente.
Zelenski pretende examiná-la para saber quais serão suas consequências e saber como proceder, no que condenou sua criação sem “ um grande debate público”. Antes de sua aprovação, a maioria dos talk shows e programas de TV já era falada nos dois idiomas, com o ucraniano majoritariamente no Oeste, e o russo de forma expressiva no Leste, enquanto que a capital, Kiev, utilizava ambas as línguas.
Os parlamentares que a aprovaram aplaudiram de pé e cantaram o hino nacional. Em frente ao Parlamento, centenas de pessoas comemoravam com bandeiras. A composição do Parlamento não mudou após a eleição presidencial e continua dominada por uma coalizão que apoia o candidato derrotado, o presidente Petro Poroshenko, e este episódio pode ser um indício das futuras dificuldades que Vladimir Zelenski enfrentará em seu mandato presidencial.
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Notas:
* Viktor Yanukovich, ex-presidente que contava com apoio russo, inicialmente não conseguiu passar a lei devido a oposição nacionalista. No dia 24 de maio, durante sua leitura, o Parlamento virou cena de violenta pancadaria entre membros da situação e oposição, além de 9.000 manifestantes contrários à sua aprovação em frente ao Legislativo e outras duas manifestações, com 1.000 cada, nas cidades de Lviv e Jarkiv. Quase um mês depois, em 8 de agosto de 2012, Yanukovich obteve a aprovação desta lei.
** Por “autocefalia da igreja”, ele se refere à independência da Igreja Ortodoxa Ucraniana ao separar-se da Russa, ocorrida em 5 de janeiro de 2019.
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Fontes das Imagens:
Imagem 1 Festival Folclórico Ucraniano2017” ( Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Bar,_Vinnytsia_Oblast

Originally published at https://ceiri.news on May 7, 2019.

domingo, maio 05, 2019

Você é a favor dos cortes para os cursos de Sociologia e Filosofia?


Cortar ou não cortar o financiamento dos cursos de sociologia e filosofia? Não, se forem só estes cursos. Sim, se forem todos os cursos.
Os argumentos a favor do governo são de que “esses cursos não são importantes”, “só formam militantes” e um que eu não li ainda, mas seria importante, “eles produzem ciência de verdade”. Bem, sociologia é ciência. Não é porque se produz pouca ciência sociológica que ela não exista, mas eu reconheço, infelizmente, que a maioria dos cursos e em várias situações serve para encobrir a mais pura picaretagem acadêmica que se esconde atrás do véu do “engajamento político”, da premissa de que “ninguém é neutro” ou de que “todos nós temos ideologia”.
Ninguém é neutro mesmo, mas isso não nos exime de fazermos nosso trabalho descritivo, de coleta de dados, de discussão metodológica, de análise e depois nos posicionarmos politicamente. O que acontece, cada vez mais é que a premissa da não neutralidade já legitima, logo de saída, a deturpação metodológica onde vai se buscar o discurso (pseudo-)científicio da opção política. E o pior é que isto não é identificado. Se acreditando, piamente, que a opção antes da pesquisa é a mais acertada possível.
“Ideologia” é um termo amplo, muitas vezes confundido com a simples fé em um utopia ou projeto político. A ideologia, na verdade, compreende uma justificativa teórica ligada a uma filosofia e é a própria filosofia que tem um papel importante na análise das ideologias. Por isso mesmo, o melhor remédio contra a má sociologia é a própria filosofia.
Mas o que fazer quando os professores não são o remédio, mas o problema? O que fazer quando eles são os vetores de contaminação e deturpação de todo o sistema? O corte para essas áreas é uma solução tentadora, mas injusta porque não separa o joio do trigo e põe todos, produtivos e picaretas no mesmo saco. Critérios meritocráticos tinham que ser adotados para quem faz ciência de verdade não fosse prejudicado, o que também deveria incluir a área de Humanas.
E este Ministro da Educação com muita pose e arrogância nas palavras poderia trabalhar nisso já que se acha competente. Quem sabe ele seja mesmo… A Direita está perdida na atuação política por falta de método. Quem sabe a sociologia de verdade ajudasse este governo a administrar melhor as chamadas “áreas sociais”?
E a Esquerda por seu turno não está perdida, ela é perdida… Eu participo de uma lista, que se vê como movimento chamado “Mapa Educação”, cuja deputada egressa dele é a Tabata Amaral, filiada ao PDT-SP. Ela teve o bom senso de sair do movimento para não misturar as funções (coisa que muito político liberal do MBL precisava aprender).
Como eu dizia, as discussões desse Mapa Educação se limitam atualmente aos cortes de verba às Federais anunciados pelo governo. É como se a Educação Básica simplesmente não existisse. E, na realidade, para esses grupos políticos é assim mesmo. Eles refletem seus locais de origem e encontro: o Ensino Superior. Eles acreditam, piamente, que um sistema “democrático”, “popular”, “social”, mas que na realidade traga 60% dos recursos destinados à Educação no país e que serve a poucos.
Considerando sistemas público e privado de ensino superior temos cerca de 19% de jovens entre 18 e 24 anos, embora haja muitos na modalidade EAD que está em franco crescimento, de acordo com o Censo Educacional de 2017.
Não adianta procurar atalhos. Ou faz o serviço direito ou pede para sair. Temos duas medidas necessárias:
  1. Criar um modelo meritocrático baseado em critérios de produção científica;
  2. Privatizar o Ensino Superior distribuindo bolsas para alunos carentes e expandindo modelos de financiamento.
Isto já irá secar a fonte dos centros acadêmicos geradores de movimentos que servem como braços de apoio de partidos e movimentos políticos e só existem em grande parte devido ao financiamento público. O problema não é a ciência que dizem estudar e produzir, mas porque são geridos por professores que não fazem ciência e não têm a menor ideia do que seja isto.
Tais medidas seriam um bom começo, mas por si só não serão suficientes para combater ideologias. Essas se combatem com outras e para isto, outro tipo de professor deve ser atraído com bom salário. Se não for assim, os ruins que já predominam continuarão fazendo o que sabem melhor: política suja, melhor definida como “política no lugar errado”.
5 mai. 19
Fonte da imagem: “Evolução dos paradigmas de pesquisa em Sociologia e ciências da complexidade” –https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Complexity-map-with-sociolo.png

sexta-feira, maio 03, 2019

Para quem quer a guerra com a Venezuela


Você apóia uma intervenção militar na Venezuela para depor Nicolás Maduro?
Em primeiro lugar, não tenho nenhum apreço por este sujeito e sim, asco. Mas não é disto que se trata…
Para apoiar uma intervenção, a primeira pergunta que se põe é:
1ª) Qual o grau de apoio INTERNO à grupos ou exércitos estrangeiros?
Parece óbvio que sim, mas a pergunta não foi respondida: eu quero saber o percentual de apoio ou uma mera estimativa. Porque, meu amigo, se não for significativo, por melhor que sejam tuas intenções, tu serás visto como um INVASOR.
Seguem outras questões derivadas:
2ª) “Matar o elefante é fácil, difícil é remover o cadáver”, já dizia Mikhail Gorbachov… Como vc pensa em administrar o país após invadi-lo e matar milhares (supondo que sejam poucos a matar)? Ou vc pensou que não haveria resistência?
Uma maneira mais branda de fazê-lo é obter apoio INTERNO, mas isto significa negociar com as mesmas forças (militares, sobretudo) que apóiam Maduro, para que elas o abandonem, que é o que Juan Guaidó tentou, sem sucesso fazer.
3ª) Qual o montante de recursos que se pretende dispender nesta empreitada? Sim, tudo custa, tudo tem custo e a ocupação pós-ataque é cara. Talvez seja bem melhor investir numa infraestrutura de defesa fronteiriça e para receber os refugiados de uma guerra civil que se avizinha.
4ª) Quanto ao custo comece pensando também na tecnologia militar. Embora o Brasil tenha um maior exército (até onde sei), a Venezuela conta com um aparato, principalmente aeronáutico melhor que adquiriu da Rússia, o que será essencial numa região desprovida de estradas. Como pensamos em invadir? Por terra que não será o caso. Quem pode fazer melhor, a partir do Caribe são os EUA. O que o país de Donald Trump tenciona fazer ou vamos entrar de cabeça nessa sem sentar a mesa no Pentágono? Por acaso alguém aqui joga xadrez? Quem quer ser o peão? Então, sem uma estratégia conjunta, como um plano de empresa, detalhado ponto por ponto é tolice entrar nessa.
5ª) Quer mesmo retirar Maduro do poder? Contratem assassinos e ponto. Mas lembre-se que só isto não basta, pois retirar Maduro não é retirar o chavismo, que permance vivo e forte matando e destruindo pessoas e a economia. Então, paralelamente aos planos de depor Maduro, as negociações com os militares, inclusive de anistiar assassinos que vinha fazendo Guaidó – o autodeclarado presidente interino da Venezuela – têm de continuar.
A situação do país não é confortável, nem para a oposição de Juán Guaidó, nem para Nicolás Maduro que se viu enfraquecido na útlima manifestação na semana passada. Inclusive, a repressão, em que pesem as cenas brutais de blindados esmagando pessoas, foi mais branda que em anos anteriores.
A Venezuela continuará sendo apoiada por lixos humanos como Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias do PT, assim como idiotas úteis que admiram um cínico como Mujica, ex-presidente do Uruguai quem disse que não deveriam ficar na frente dos tanques para não serem atropelados por eles, algo como “se não quer se estuprada não use roupas sexy…” Mas eu não importo com a opinião de babacas, eu me importo com a opinião de gente íntegra, mas mal informada: o que você pensa sobre isso? Lembre-se quantos anos os EUA ficaram no Iraque após atacar as tropas de Saddam Hussein em 2003? SETE ANOS. Agora se pergunte sobre o custo e imagine o que teríamos que gastar.
E uma última consideração:
Se tudo der certo, Maduro é deposto, os militares, pelo menos a maioria se convence de que têm de mudar de lado, a economia começa aos poucos a reagir, o que vc acha que pensarão os venezuelanos, milhares que tiveram parentes mortos por brasileiros? Os EUA estão longe dali, Maduro provavelmente estará morto, mas a fronteira será permanente e o contato conosco idem. Vc acha que isso não trará consequências?
Por fim, não sou um pacifista nato. Acredito que se desejo a paz, devo me preparar para a guerra, mas assim como nas relações pessoais, a violência deve ser o último recurso. E nem todas as fichas foram esgotadas nesse jogo macabro.
Ainda outra coisa: se a guerra é desejável, te aliste. Vá no lugar do teu e do meu filho. Isto é o mais honesto que se pode fazer.
Anselmo Heidrich
3 mai. 19

Imagem: Reunião Bilateral Brasil-Venezuela, 11 set. 2018
Fonte: https://www.flickr.com/photos/ministreiodadefesa/43923265824/

quarta-feira, maio 01, 2019

Venezuela: a hora dos hipócritas trabalharem

O que levou a Venezuela ao colapso econômico e à maior crise de sua história https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/04/o-que-levou-a-venezuela-ao-colapso-economico-e-a-maior-crise-de-sua-historia.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptw
Então responde a Folha: “Crise do petróleo, dependência das importações e disputa política são algumas das condições”. Não é lindo? Nós já avisávamos que esse modelo era cronicamente insustentável, mas a FSP, espertamente, agora tenta atribuir toda essa crise gerada por um sistema autoritário à “condições externas” e, para bom entendedor, aos EUA, já que se tratava de seu principal importador. Nada de criticar o chavismo, nada de criticar o estatismo, o populismo, o comunismo e suas variantes. Nada, absolutamente nada! É como se a Folha estivesse tentando compensar o hiato de não ter tocado nesses assuntos ao mesmo tempo que tenta nos ludibriar falando de problemas gerados por condições do comércio internacional. Hipócritas! Quantas e quantas vezes outros regimes políticos não enterraram suas economias, apesar de serem bem mais pobres em recursos naturais ao mesmo tempo que enfrentaram recessões internacionais até piores? Não, não é desculpa. Só mesmo gente totalmente adestrada mentalmente para não perceber como foram e são ludibriados.
E seguem manipulando e formatando a visão de que todos os nossos problemas têm raízes externas. Tudo para não fazer uma autocrítica necessária. Mas se nem o próprio jornalismo a faz, quem dirá os condutores de um regime fadado ao fracasso.
Anselmo Heidrich


30 abr. 19

terça-feira, abril 30, 2019

A Guerra no Leste da Ucrânia


Conselho Supremo da Ucrânia — Verkhovna Rada* — aprovou um apelo à comunidade mundial sobre a emissão ilegal de passaportes russos para os cidadãos do país residentes nos territórios de Donetsk e Lugansk, os quais o governo ucraniano considera ocupados. Petro Poroshenko, atual Presidente da Ucrânia e candidato derrotado nas eleições de 21 de abril, afirmou que esta decisão viola os Acordos de Minsk** e seu sucessor, Vladimir Zelenski, afirmou, através de um aplicativo, que vai “capacitar os migrantes para manter os laços com os cidadãos da Ucrânia nos territórios ocupados”.
Os protestos de 2014 e os conflitos entre grupos pró-russos e antigovernamentais, assim como a anexação da Crimeia, também alimentaram o conflito que já dura cinco anos na região de Donbass***, além do surgimento dos “ Estados” autoproclamados da “ República Popular de Donetsk” e “ República Popular de Lugansk “, (RPD e RPL, respectivamente) apoiados pela Federação Russa.
Segundo o governo ucraniano, paramilitares russos passaram a integrar as milícias pró-russas no auge do conflito, em 2014. Em agosto do mesmo ano, a entrada do “ comboio humanitário” russo, sem autorização de Kiev, ocorreu juntamente ao bombardeio de posições ucranianas. Após a ofensiva russa, as lideranças do RPD e RPL conseguiram recuperar territórios retomados pelas forças ucranianas. Foi neste contexto em que os governos da Rússia, ucraniano e dos rebeldes pró-russos no Donbass assinaram o Protocolo de Minsk, em 5 de setembro de 2014.
Os acordos, no entanto, não foram suficientes e a trégua foi interrompida diversas vezes, com dezenas de mortos todos os meses em 2017 (um soldado ucraniano a cada três dias). Conforme foi divulgado na mídia, neste período foram avistados 6.000 soldados russos, 40.000 separatistas na região de Donbass e cerca de 30.000 pessoas vestidas com trajes militares passando por dois dos pontos de fronteira entre a Rússia e a Ucrânia.
A situação de um “conflito congelado”, no qual nenhuma das partes se submete aos acordos de paz ou cessar-fogo levou a mais de 20 tentativas de trégua fracassadas. Com um saldo de 13.000 ucranianos mortos, ocorreu uma significativa redução do número de óbitos, após o último acordo, em março de 2019.
Em comunicado do Kremlin de março de 2014, por ocasião da anexação da Crimeia, Vladimir Putin declarou que, após a dissolução da União Soviética, “a nação russa se tornou um dos maiores, se não o maior grupo étnico do mundo a ser dividido por fronteiras”. As minorias russas em territórios da extinta União Soviética fazem parte do eixo central da política externa atual do Kremlin e a resolução do impasse gerado por ela é a base para que o sucesso das negociações de paz no Donbass possa ocorrer.
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Notas:
Verkhovna Rada (Верхо́вна Ра́да Украї́ни, em ucraniano) é o poder legislativo unicameral da Ucrânia, composto por 450 cadeiras parlamentares preenchidas através do sufrágio universal. Trata-se do único órgão legislativo nacional, situado na capital, Kiev.
** Os ou Protocolo de Minsk, como também são chamados, foram assinados por representantes da Ucrânia, Rússia, dos territórios ocupados de Donetsk e Lugansk para acabar com a guerra no Donbass, no leste da Ucrânia, em 5 de setembro de 2014. A sua assinatura foi realizada em Minsk, capital da Bielorrússia, sob supervisão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). No entanto, até o presente, as tentativas de cessar-fogo foram fracassadas.
*** A definição mais comum se refere às regiões de Donetsk e Lugansk, tradicionais áreas mineradoras, desde o século XIX, localizadas no leste do país, com alta concentração demográfica e industrial.
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Fontes das Imagens:
Imagem 2 Situação da Guerra no Donbass, em julho de 2016” ( Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/War_in_Donbass#/media/File:Map_of_the_war_in_Donbass.svg

Originally published at https://ceiri.news on April 30, 2019.

segunda-feira, abril 29, 2019

"Cursos Livres" não são submetidos à legislação do MEC

Fonte: O Globo

Bolsonaro divulga vídeo de aluna que filmou professora em aulahttps://oglobo.globo.com/sociedade/bolsonaro-divulga-video-de-aluna-que-filmou-professora-em-aula-23628113?utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar
Se se tratar de um curso privado, seja ele preparatório para vestibular ou concurso público, a denúncia da aluna deve se dirigir ao mercado e não a sua judicialização. Não há nada que o Ministério da Educação deva fazer, nem é esse seu papel. Se o atual ministro Abraham Weintraub for ingerir nisto será o equivalente ao ministro Sérgio Moro continuar julgando casos da Lavo-Jato.
Mas o mercado é mais eficaz e rápido do que a judicialização, ele é melhor. Basta que a direção do curso e seus mantenedores tomarem conhecimento de que isso trouxe repercussão negativa e talvez perda da clientela que rapidinho eles dão um jeito na professora-manipuladora.
Sobre a aula em si, é possível sim, perfeitamente ensinar e dar sua opinião sem deixar de ser justo, isto é, colocar outras visões em pauta para que os alunos possam refletir e quiçá, optar por sua visão própria ou até construir alguma a partir de um mix de opiniões. Por que não?
Mas o que ocorre não é isso, nós sabemos. Vira puro proselitismo político-ideológico em nome da mera da “liberdade de cátedra”. Claro que isso não é uma aula desejada por quem tem interesse em aprender alguma coisa para passar numa prova, mas cabe a esses alunos irem protestar diretamente com o coordenador e depois, rápido para não perder o calor do momento chamar atenção de seus superiores e donos da empresa.
Se queres mudar algo mesmo tens que ser “o chato”. Se ficar acomodado aí porque não queres ser mal visto, não reclame depois quando teus sucessores, herdeiros e filhos saírem por aí quebrando lojas, agências e queimando ônibus ou viaturas.
É aí que começa a loucura dos nossos tempos: em nossa omissão.
Anselmo Heidrich
29 abr. 19

Manipulação Explícita de Professor em Escola em Florianópolis





Publiquei uma crítica lá, é interessante que todos façamos a nossa:

Chega a ser grotesco, como um semi-analfabeto desses foi parar ali… pior que eu sei, mas não deixa de ser chocante. E malicioso, pra não se queimar inventou um critério de que para ser criminoso tem que lucrar um milhão por mês sabe-se lá como.
O caso foi no colégio ou foi no cursinho? Se foi no colégio, o professor está submetido a uma legislação educacional e tem que ser coerente com ela. Se ele quer tecer uma crítica ao capitalismo, que o faça com maestria, atitude relativa a um mestre e não com manipulação torpe que é o que faz mostrando uma montagem pobre e mal feita, utilizada como “obra de arte” algumas semanas atrás nas redes sociais.
Eu poderia facilmente quebrar o discurso manipulador dele apontando como a metade esquálida da foto, de um menino subnutrido pertence à regiões mundiais onde grassa a guerra civil, as quadrilhas que afrontam a ordem institucional e afastam investimentos, isto é, empresários, capitais, fatores de crescimento econômico, geração de renda, empregos e tributos que serão investidos na educação e no emprego. Eu poderia facilmente mostrar dados e discutir metodologias de pesquisas que os utilizam, sem que o referido professor, na verdade, um manipulador se utilizou.
Se vocês quiserem e aprovarem, eu proponho um debate. Ou façam algo melhor, demitam alguém que pode até ser admirado pelos alunos, mas que não cumpre seu papel de professor de verdade. Afinal, agradar não é o mesmo que ensinar. Muitos jovens adoram seus fornecedores de drogas e nem por isso, esses traficantes lhes oferecem a verdade dos efeitos colaterais dos momentos de prazer que irão ter.
Agora, se for um professor de “cursinho”, de pré-vestibular ou preparatório de concursos, a lei não se aplica, pois são “cursos livres”, não submetidos à legislação educcional. Aí a mera pressão mercadológica e denúncia faz com que a clientela rejeite este tipo de empresa que não se preocupa com a qualidade das aulas.

E vocês do Atitude, qual atitude tomarão? Deixarão passar em branco? Como dizem na internet, “o print é eterno”. Ou tomarão uma atitude correta e darão um ultimato a quem desmerece seu ofício?

Link para se manifestar: 


Anselmo Heidrich
29 abr. 19