quarta-feira, outubro 30, 2019

A questão não é quem mente mais, mas como mente


Deutsche Welle publicou um vídeo que desnuda a “indústria de notícias falsas”. Recomendo que assistam aqui:
No entanto, eles cometem um erro, que explicito a seguir…
Vocês podem até ser melhores (ou muito melhores) do que a maioria das fontes de informação, mas eu discordo, fortemente, da ideia de que a mídia tradicional seja esta entidade superior a disseminação descentralizada de notícias falsas. Acontece que antigamente vcs tinham o MONOPÓLIO, coisa que não existe mais.
Assim como não se protege uma criança excluindo-a de todo meio externo, sujeito à infecções e epidemias, ela vai desenvolver seu sistema imunológico, também, se expondo a estes ambientes. Se entenderam a analogia, a questão passa pela informação e instrução prévias. O mesmo ocorre com a música, p.ex., onde a adesão à música de baixa qualidade é reflexo direto do baixo nível instrucional/educacional.
Vcs estão contextualizando sua crítica a partir de mentiras grotescas e diretas a partir de notícias veiculadas por particulares, mas há formas mais sutis de espalhar mentiras, cortando vídeos, editando frases e descontextualizando opiniões. Abaixo, um vídeo que mostra como deturparam, gravemente, frases de Obama e Trump.
Obama foi acusado de dizer que os empreendedores não eram responsáveis pelo sucesso de suas empresas, enquanto que, na verdade, ele disse que há toda uma infraestrutura anterior e prévia, da qual os empreendedores usufruíram para crescer e que, portanto, mesmo o sucesso individual não é, estritamente, um sucesso meramente individual. Quanto à Trump, disseminaram a notícia de que ele teria chamado imigrantes de “animais”, enquanto ele se referia, claramente, aos imigrantes de gangues de assassinos e estupradores que imigravam junto aos demais indivíduos e pessoas ordeiras.
Este tipo de desinformação, ao contrário da mentirosa e explícita é bem mais duradoura, por que passa por verdade através de deturpações e manipulações.
Eu gostaria de ouvir a opinião de vocês.
Att,
Anselmo Heidrich
30 out. 19

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Imagem: “Is this tomorrow: America under communism!” (“Este será o amanhã: a América sob o comunismo !”), revista em quadrinhos de propaganda anticomunista de 1947. (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Fria#/media/Ficheiro:Is_this_tomorrow.jpg

segunda-feira, outubro 28, 2019

All my faults weren't for stupid beliefs


I worked for many years in São Paulo, the capital, as a teacher in the pre-university network of various courses. In ten years I had a single fault because I had to go to a hospital. I was “locked” in the back, in the lower back for lack of stretching. I drove a lot and spent a lot of time sitting at my computer at home, and I completely neglected to exercise regularly until I was 28 years old. When I turned 30 onwards, the pace of work that set me apart took me away from the physical activities necessary for good health.
At about 28 years old I also had a benign tumor that led to surgery and at about 47 years old, a malignant tumor called the Right Parotid Pleomorphic Adenoma, a rare case in the world, one in only 200, appeared in the same place. I was told, harder than winning at Mega-Sena. My surgery lasted 12 hours and there were three specific surgeons, one head and neck, one ear and one plastic. The right side of my face was partially paralyzed, the sural nerve was removed from the left leg, and was placed as a conduit to turn on the innervation, recovering part of the movements. left. Then another month with radiotherapy sessions and four more chemotherapy sessions. Also pain medications for recovery and treatment against side effects on the face, including dental due to radiation.
All this, all this story for later a jerk come to prescribe me a “good tea to prevent cancer”. Of course, good nutrition, exercise, and most likely mental health nowadays should prevent certain conditions, but cancer is not quite so. Except for those cases where there are cancer-forcing agents, there are cases where you are simply scheduled to have it from birth. This is not to say that you do not have to fight the disease and do everything possible to avoid it, or rather delay it. When I see, for example, people who stop coming to work or apologize for the flu, but when you severely question them they confess that they “don’t take medicine” and have a clear prejudice against them is just a disgust. Buster thing on its own merits and it is for those who I drive this message to: be ashamed to use excuses not to medicate yourself. If a doctor doesn’t like you, look for another, but don’t abandon science. I consulted with three doctors until I had confidence in the one who had the most conservative, that is, the most pessimistic speech. Because if I do not understand the subject, I will always bet on the one who gives me the most difficult information to digest as when I was accompanied by the oncologist who, so lost that I was left with my case, began to philosophize because there was simply almost nothing to tell me.
If one of these anti-drug suckers saw, for a month, children in aprons and sneakers slipping through the waxed corridors of the hospital I was in Sao Paulo, children 10 and under with a frightened look at all that machinery, then I would not be patient if come to piss me off with this tea talk. Right now as I write this I drink my mate and at night more tea, but not because I think this will prevent me from cancer. I simply take it because I like the bitter taste (boldo is my favorite tea) and the habit helps me to reflect even against the imbecilities of the contemporary world with these new beliefs that disregard centuries of scientific and technological development. It is a global anti-Enlightenment movement that can cause us similar damage to climate cataclysms. These jerks will still boast more of their ideas and form armies of anti-vax natures that demonize antibiotics and don’t even take an anti-inflammatory, but they think that lying at home watching Netflix will deliver you from evil, amen! Bunch of fools!
A few weeks later I approached the head doctor of my accompanying surgery and questioned him, looking him in the eye, so that he could not hide behind any resident doctor:Doctor, what are the chances of survival?
— 60% after 5 years.
— “Does this mean that in my case 6 survive out of 10 in less than a decade?”
— Yes.
— Thank you, then.
After seven years I just have to thank all the hospital staff, doctors, nurses, psychologists, dentists, physiotherapists, administrators, cleaners and security guards. Everyone who knew that many of the greeting faces would not see after a while, many of which would come out of this ground beneath him or in the air after being burned. Anyway, here we are, without making soft body and it can be another decade that I will not miss more than a day or less.
Anselmo Heidrich
Oct 28 19

Todas as minhas faltas não foram por crenças estúpidas


Trabalhei muitos anos em São Paulo, capital, como professor da rede pré-vestibular de vários cursos. Em dez anos eu tive uma única falta porque fui obrigado a ir a um hospital. Fiquei “travado” nas costas, na região lombar por falta de alongamento. Dirigia muito e passava muito tempo sentado em casa em frente ao computador e me descuidei completamente de exercícios que fazia com regularidade até meus 28 anos. Quando fiz 30 anos em diante, o ritmo de trabalho que me impus me afastou das atividades físicas, necessárias a uma boa saúde.
Com cerca de 28 anos também tive um tumor benigno que me levou a uma cirurgia e com cerca de 47 anos, no mesmo local surgiu um tumor maligno chamado Ex Adenoma Pleomórfico de Parótida Direita, caso raro no mundo, um entre apenas 200. Pelo que me disseram, mais difícil que ganhar na Mega-Sena. Minha cirurgia durou 12 horas e foram três cirurgiões específicos, um de cabeça-e-pescoço, outro de ouvido e mais um plástico. O lado direito de meu rosto ficou parcialmente paralisado, foi retirado o nervo sural da perna esquerda e colocado como conduíte para ligar a enervação recuperando parte dos movimentos, a retirada do tumor deixou um vazio sem carne e músculos preenchido depois por um retalho da minha coxa esquerda. Depois, mais um mês com sessões de radioterapia e mais quatro de quimioterapia. Além disso medicamentos para dor, para recuperação e tratamento contra efeitos colaterais na face, inclusive dentário devido à radiação.
Tudo isso, toda essa história para depois um babaca vir me receitar um “bom chá para evitar o câncer”. Claro que uma boa alimentação, exercícios e, muito provavelmente, saúde mental em dia devem evitar certas patologias, mas o câncer não é bem assim. Exceto por aqueles casos em que há forçantes que levam ao câncer, há casos em que simplesmente se está programado para tê-lo desde o nascimento. Isto não quer dizer que tu não tenha que lutar contra a doença e fazer todo o possível para evitá-lo, ou melhor, atrasá-lo. Quando vejo, p.ex., pessoas que deixam de vir ao trabalho ou aplicam uma desculpa por estarem gripadas, mas quando tu as questiona severamente te confessam que “não tomam remédio” e têm claro preconceito contra esses é um nojo só. Coisa de imbecil por mérito próprio e é a esses que dirijo esta mensagem: envergonhem-se de usar desculpas para não se medicarem. Se um médico não lhe agrada, procure outro, mas não abandone a Ciência. Eu me consultei com três médicos até ter confiança naquele que tinha o discurso mais conservador, ou seja, o mais pessimista. Pois se eu não entendo do assunto, eu sempre vou apostar naquele que me passa as informações mais difíceis de digerir como quando eu era acompanhado pelo oncologista que, de tão perdido que ficava com meu caso, se punha a filosofar porque simplesmente não tinha quase nada a me dizer.
Se um desses otários anti-medicamentos visse, durante um mês, crianças com aventais e sapatilhas escorregando pelos corredores encerados do hospital que estive em São Paulo, crianças de 10 anos ou menos com olhar assustado frente aquele maquinário todo, daí eu não teria paciência se viesse me encher o saco com esse papo de chá. Agora mesmo enquanto escrevo isto tomo meu chimarrão e a noite, mais chá ainda, mas não porque eu ache que isto vai me evitar um câncer. Tomo, simplesmente, porque gosto do sabor amargo (boldo é meu chá preferido) e o hábito me ajuda a refletir, inclusive, contra as imbecilidades do mundo contemporâneo com estas novas crenças que fazem pouco caso de séculos de desenvolvimento científico e tecnológico. É um movimento global anti-iluminista que pode nos causar prejuízos similares aos cataclismas climáticos. Estes imbecis ainda vão alardear mais suas ideias e formar exércitos de naturebas anti-vax, que demonizam antibióticos e não tomam sequer um anti-inflamatório, mas acham que ficar deitado em casa assistindo a Netflix vai livrai-vos do mal, amém! Cambada de néscios!
Algumas semanas depois acuei o médico-chefe da minha cirurgia que me acompanhava e o questionei, olhando nos olhos, de modo que ele não pudesse se ocultar por trás de nenhum médico-residente:
— Doutor, quais as chances de sobrevida?
— 60% após 5 anos.
— Isto quer dizer que no meu caso, 6 sobrevivem entre 10 em menos de uma década?
— Sim.
— Obrigado então.
Passados sete anos só tenho a agradecer a toda equipe do hospital, os médicos, enfermeiros, psicólogos, odontologistas, fisioterapeutas, administradores, encarregados de limpeza e seguranças. Todos que sabiam que muitos dos rostos que cumprimentavam, não veriam mais depois de algum tempo, muitos dos quais sairiam deste solo para baixo dele ou no ar, após serem queimados. De qualquer forma, aqui estamos, sem fazer corpo mole e pode passar mais uma década que não faltarei mais que um dia ou menos.
Anselmo Heidrich
28 out. 19

domingo, outubro 27, 2019

Brazil's Geography Problem

Uma aula, excelente! Quais são as adversidades eminentemente geográficas ao desenvolvimento do Brasil?



sábado, outubro 26, 2019

Não Culpe o Capitalismo, o LIVRO - 01




ERRATA: antes de mais nada, entre 5:40 e 6:01 digo que “eu sou fã da contracultura americana dos anos 60, apesar de todos os erros e inconsistências dela (...) mas também veio muita porcaria e uma delas foi a absorção de ideias revolucionárias e marxistas herdadas do século XIX reproduzidas em grandes fracassos históricos dos regimes comunistas dos anos 80”... ÔPS! NÃO SÓ DOS ANOS 80, MAS DE TODO O SÉCULO XX e até deste século XXI com alguns lamentáveis exemplos. Perdão, vou editar mais adiante.

Pessoal, eu, ANSELMO
HEIDRICH, o FERNANDO RAPHAEL FERRO DE LIMA e o LUIS LOPES DINIZ FILHO,
administradores dos blogs INTERCEPTOR; DEMOCRACIA & LIBERDADE; e TOMATADAS,
respectivamente, lançamos um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO
CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:

Lulu.com
[http://www.lulu.com/spotlight/naoculpeocapitalismo]

Amazon
[https://www.amazon.com.br/gp/product/B013TKARSM?keywords=n%C3%A3o%20culpe%20o%20capitalismo&qid=1440424510&ref_=sr_1_1&sr=8-1]


Leia para se libertar
do amontoado de asneiras que te introduziram nos cursos de humanas e picaretas
travestidos de professores no ensino médio ou... Se você preferir, sempre tem a
opção de permanecer paranoide atribuindo a outrem as responsabilidades pelas
nossas ações e desenvolvimento histórico.


Nossos blogs:




sexta-feira, outubro 25, 2019

Ricardo Salles e o Greenpeace

Ricardo Salles e o Greenpeace


Difícil não comentar. Primeiro, o Presidente da República acusa ONGs de incendiarem a Amazônia, sem prova nenhuma e depois, quando um grupo de fazendeiros do sul do Pará é descoberto fazendo isso, ZERO! Nada de pedido de desculpas ou retratação formal. Agora é a vez do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sim, o sujeito que disse ter estudado em Yale, famosa universidade americana, sem nunca tê-lo feito, usar uma foto do navio do Greenpeace de 2016 no Oceano Índico e INSINUAR que ele teria provocado o dito vazamento nas águas e praias do Nordeste!
Quem é que cria #FakeNews mesmo?
Leiam a matéria abaixo e antes de acusarem a Folha por ser Folha, me digam onde há alguma mentira ali. O único ponto em que discordo é de opinião, não fático, de que não havia razão para deter o grupo do Greenpeace Brasil que fez o protesto em Brasília. Sim, eles fizeram um protesto sujando o solo com óleo, o que é uma forma de poluição, ainda que diminuta se comparada ao que a Petrobras já fez ao longo de sua história. Mas chamá-losde “terroristas” por isso é abusar da alta de inteligência. Se o Greenpeace é terroista, o que a Vale e a Samarco são então? Como estão as pessoas e cidades afetadas ao longo do rio em que ocorreu a tragédia ambiental de Brumadinho, a queda da barragem em Minas Gerais? Não ouço dizer nada.
Mas o que mais me impressiona é o público apoiador deste governo, que divulga mais as falas inconsequentes do Ministro e do Presidente, ávidos por encontrar um culpado qualquer do que o FATO em si e tomada de MEDIDAS. Agora, p.ex, deram para cobrar atuação do Greenpeace e outras ONGs no Nordeste para conter o óleo nas praias, mas as ONGs não eram o problema do meio ambiente? Querem ajuda delas agora ou apenas acusarem de não estar fazendo nada? E o Projeto Tamar, não é uma ONG, por acaso? Eles estão atuando intensamente na recuperação das praias e preservação de suas espécies.
Difícil não comentar e mais difícil ainda esperar por seriedade e profissionalismo neste governo.
Anselmo Heidrich
25 OUT. 19
*Para quem acho que passo pano para o Greenpeace, está redondamente enganado. Acho que eles têm que ser processados por seus crimes sim, mas por seus crimes REAIS, como, por exemplo:
Conferir a matéria da Folha de S. Paulo aqui: Salles usa imagem antiga para insinuar que Greenpeace seria culpado por óleo no NE https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2019/10/salles-usa-imagem-antiga-para-insinuar-que-greenpeace-seria-culpado-por-oleo-no-ne.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptw
Imagem: “Esperanza, navio do Greenpeace”(fonte): https://www.flickr.com/photos/fabricedenisphotography/25634116957

quinta-feira, outubro 24, 2019

Protestos no Chile: razões e considerações


Nos comentários que seguem, respondo ao vídeo da BBC link abaixo. A ideia é contrastar com o argumento de que existem razões econômicas suficientes para aumentar o nível de revolta violenta em ação no Chile. Não, se houver razões, elas não se devem à pobreza ou à desigualdade. Há algo mais lá…

ERRATA: aos 16:25, não foram “mais de 10.000 assassinatos na ditadura chilena”, mas cerca de 3.000, o que não diminui a carga genocida e despótica do regime de Pinochet, bem entendido.

Nesta resposta ao vídeo da BBC, no link abaixo, procuro contrastar o argumento de que existem razões econômicas suficientes para aumentar o nível de revolta violenta em ação no Chile. Não, se houver razões, elas não se devem à pobreza ou à desigualdade. Há algo mais lá…

Vídeo da BBC: Protestos no Chile: o que está por trás da fúria em país “modelo” na Amé... https://youtu.be/u9ETR84qnCk

Fonte dos dados utilizados: "É tudo culpa do 'neoliberalismo'?" | Blog do Helio Gurovitz | G1 https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2019/10/22/e-tudo-culpa-do-neoliberalismo.ghtml

Comente abaixo se discorda ou critique alguma passagem que não tenha ficado clara que tentarei esclarecer em outra oportunidade.

Att,
a.h

*Ops! Esqueci, o nome do livro, genial, de Robert Kaplan é “Os Confins da Terra”.

3 links sobre o livro:




Lista de livros do autor em seu site: http://www.robertdkaplan.com/robert_d_kaplan_books.htm

Protests in Chile


In the following paragraphs I reply to the BBC video linked below. The idea is to contrast with the argument that there are sufficient economic reasons to inflate the level of violent revolt at work in Chile. No, there is not, if there are reasons, they are not due to poverty or inequality. There is something else there …
When you say that taking only macroeconomic data such as GDP does not give a good picture of Chilean society, I agree, but it is not that complex to evaluate so-called ‘welfare’ objectively, for that we have the HDI and inequality as well. like poverty. This, you yourself showed the great drop of its index in the Chilean society, so it does not make the sense that the violent manifestations are on account of that. There is something else out there and that is the way society works … No, there is nothing “left behind it all” as the rightists want. Here, in Brazil, we also had the left taking advantage of the situation in 2013 and it wasn’t much further, by the way, the shot backfired with the impeachment that would come later. The difference between how civil movement works in Brazil and Chile has a lot to do with their history and how society in each country has learned from their governments. In Chile, as is well known, the repression was much broader and more incisive with the Pinochet government. No wonder students now react this way. Another important fact to bear in mind is that Chile, although so much praised here, is not as capitalist as we imagined, because if it were, its teachers would not induce these revolts. As long as we have societies where teachers are not examples of successful professionals, the mix of low wages with knowledge and ideology in everyday work, battalions of youth revolutionaries will leave the classrooms on the streets with Molotov cocktails in their hands and too many lies in the head. How do I know they influenced this? Now! If it wasn’t for them, do you think there would be such adherence of these student-activists? It is one thing for the poorer population to protest by the increased cost of transportation, quite another for college students.
Historically, when protests occurred in nineteenth-century Europe, the factory’s clock and your equipment were broken down, where the citizen was anonymous, a number in which he felt controlled and repressed in factories with a Taylorist management system, but after the Work environment changed in the post-war century. XX, the factories and the work environment humanized, unlike our cities … Note: in the past, societies were worse, but cities were cozy, today is the opposite, societies are much better (consumption, rights), but cities are oppressive and much of the violent reaction to this anonymous oppression that hits us occurs in the transit system. It is therefore not surprising that most conflicts occur precisely in and against the means of transport.
Protests in Chile: What’s behind the rage in “model” country in America … https://youtu.be/u9ETR84qnCk via @YouTube
Anselmo Heidrich Oct 23 19
Image: “Chile Grunge Flag” (source): https://www.flickr.com/photos/80497449@N04/7382892174

quarta-feira, outubro 23, 2019

Protestos no Chile: o que está por trás da fúria em país “modelo” na Amé...


Quando vcs falam que levar apenas dados macroeconômicos como o PIB não dá um bom retrato da sociedade chilena, eu concordo, mas não é tão complexo assim avaliar o chamado 'bem estar' de modo objetivo, para isso temos o IDH e a desigualdade, bem como a pobreza. Esta, vcs mesmos mostraram a grande queda de seu índice na sociedade chilena, então NÃO FAZ O MENOR SENTIDO que as manifestações violentas sejam por conta disso. Há algo mais aí e é o modo como a sociedade funciona... Não, não tem nada de "esquerda por trás disso tudo" como querem os direitistas. Aqui também tivemos a esquerda se aproveitando da situação em 2013 e não foi muito além, aliás, o tiro saiu pela culatra com o impeachment que viria depois. A diferença entre como funciona a movimentação civil no Brasil e no Chile tem muito a ver com sua história e como a sociedade de cada país aprendeu com seus governos. No Chile, como se sabe, a repressão foi muito mais abrangente e incisiva com o governo de Pinochet. Não é de estranhar que agora, os estudantes reajam dessa forma. Outro dado importante de se levar em conta é que o Chile, apesar de tão elogiado por aqui, não é tão capitalista como imaginamos, pois se fosse, seus professores não induziriam estas revoltas. Como eu sei que eles influenciaram isto? Ora! Se não fosse por eles, vocês acham que haveria tamanha adesão desses estudantes-militantes? Uma coisa é a população mais pobre protestar pelo aumento da passagem, outra bem diferente são os estudantes universitários.

Historicamente, quando ocorriam protestos na Europa do século XIX, o relógio-ponto das fábricas e as instalações dessas eram quebradas, onde o cidadão era anônimo, um número em que se sentia controlado e reprimido nas fábricas com sistema gerencial taylorista, mas depois que o ambiente de trabalho mudou no Pós-Guerra do séc. XX, as fábricas e o ambiente de trabalho se humanizou, diferentemente das nossas cidades... Perceba: antigamente, as sociedades eram piores, mas as cidades eram acolhedoras, hoje é o oposto, as sociedades são bem melhores (consumo, direitos), mas as cidades são opressivas e boa parte da reação violenta a esta opressão anônima que nos achata ocorre no sistema de trânsito. Portanto, não é de estranhar que a maioria dos conflitos ocorra justamente nos e contra os meios de transporte.


Protestos no Chile: o que está por trás da fúria em país “modelo” na Amé... https://youtu.be/u9ETR84qnCk via @YouTube