Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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sexta-feira, fevereiro 05, 2016

As Palavras, a nuvem e os chacais


Em primeiro lugar, acesse este artigo:

DEMOCRACIA E LIBERDADE: DEMOCRACIA: O QUE É E PRA QUE SERVE: Por Fernando Raphael Ferro de Lima.
            Outra dia, numa comunidade do Facebook, um dos membros postou uma pergunta capciosa. Qu...

Fernando, eu adoro estes assuntos... Outro dia, não faz muito tempo, eu assisti uma palestra, de um aclamado autor da nova direita brasileira, linguista coisa e tal que discutia o conceito de "democracia" entre outros e ele lembrou, como tu fez agora, o conceito para os gregos, bem distinto do que utilizado atualmente. Mas, em determinado momento, ele conclui que estas palavras são antes de tudo nomes e, como tal nós temos que discuti-las. Pois bem, por isto mesmo no momento das intervenções eu disse a ele que esta frase me era muito cara, conforme consta no clássico de Popper, A Miséria do Historicismo, a divisão entre essencialistas – que procuram essências (absolutas) nos fenômenos – e os nominalistas – que veem antes de tudo, nomes que podem muito bem se referir a fenômenos distintos e era exatamente este o caso que eu via para a DEMOCRACIA. Robert Dahl, autor do calhamaço A Democracia e Seus Críticos analisa detidamente, vários tipos de crítica à democracia, de monarquistas, de comunistas aos anarquistas e todos veem falhas nela. Ora, se todos esses dizem que seus sistemas de governo é que são melhores, digo, seus regimes então isto só depõe contra eles e a favor da Democracia. E claro, o anarquismo seduz, sobretudo jovens. Portanto, o risco está aí, na formação de uma ideologia que clame pelo absoluto, pela perfeição que quando reproduzidas na prática viram, como sabemos, campos férteis para a tirania. Não é a toa que outro autor, não menos famoso, Isaiah Berlin via as utopias como fontes de risco e terror. O difícil aceitar, quando se usa novas "teologias sem deus" é que a busca por um sistema ou regime que concentre o receituário para transformações e estabilidade totais não passa de algo vão, sem eficácia. Tão inócuo que só serve para levantar nuvens de poeira com suas palavras, enquanto que os mesmos chacais de sempre trucidam as ovelhas anestesiadas pelos vultos e miragens que seus desejos produzem. Parabéns pelo texto, novamente.


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