Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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terça-feira, março 15, 2016

Mitos sobre a Base Nacional Comum Curricular - 1


1.     SE faz necessária a mudança curricular em âmbito nacional para diminuir as desigualdades regionais e sociais.

Este é um grande equívoco de quem não sabe como se processa a desigualdade e/ou transformação de sua condição social. Um protocolo de estudos a ser seguido, um currículo nacional não traz igualdade, mas aponta um caminho a ser seguido que, justamente, devido a diferenças de condições iniciais e desempenho pode, inclusive, ressaltar desigualdades. Tomemos como exemplo a capital e região metropolitana de um estado que está justamente entre os mais equilibrados e menos desiguais, assim como tendo um bom índice de avaliação educacional que é o caso de Florianópolis. Uma base comum no currículo (sendo 60% igual no país todo, outros 40% de conteúdo regional) não garantirá em nada que um município como Biguaçu, que já ostentava baixos índices de avaliação melhore se o desempenho docente não for afetado. E ora, o desempenho docente não mudará porque simplesmente o conteúdo a ser ministrado mudou. Isto só pode ser efeito de uma cultura bacharelesca do Brasil, que acredita piamente que algo muda e mudará forçosamente porque passou a ser lei. Se algo não é legítimo, isto é, não conta com endosso e, sobretudo, adesão popular, não muda. Por isso que se diz por aqui que tem “lei que não pega”. Retomemos o foco, se um professo ensina mal e porcamente o Império Romano nas aulas de história, o que faz pedagogos acreditarem que passará a ensinar bem os reinos africanos pré-colonização (ou conquista)? Agora se há uma espécie de “compensação moral” por substituir um ensino pautado no eurocentrismo pelo afrocentrismo, então eu não discuto, mas a qualidade mudar por isto não passa de um autoengano. Como professor de geografia, e com uma visão global (de globo terrestre mesmo) tenho que as aulas de história deveriam seguir um critério similar ao da geografia, de equanimidade entre continentes. Com exceção da Antártida que por razões óbvias (embora exista o Pinguim Imperador não conhecemos nenhum Imperador Pinguim...), eu gostaria de aprender sobre civilizações distintas e compará-las. Agora repito, tudo isto, por si só, não melhora a qualidade de ensino e, portanto, não diminui desigualdade alguma.



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Fas est et ab hoste doceri – Ovídio

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