Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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domingo, novembro 20, 2011

Calúnia sobre Belo Monte - 2


Na entrevista Belo Monte, nosso dinheiro e o bigode do Sarney, a impressão que fica é que deve ser bem cômodo ficar do lado de fora criticando, como esse professor faz. Quero entender se o que ele critica é a falta de transparência do setor ou a necessidade de construção daquela usina ou ambas as coisas? Porque, ao menos para mim, é só mais uma hidroelétrica, embora grande, gigante. E como tal, não vejo como a região Amazônica e mais outras áreas do Brasil possam prescindir da mesma. O que acho que deve ser apontado é se, dentro das normas ambientais vigentes, a sua implantação foge a regra deixando buracos no processo, como a compensação ambiental ou mitigação necessárias. 

Outra crítica é sobre a corrupção, sobre o tempo de construção, que é "quando se fatura", por 5 ou 6 anos. Só não entendi se ele considerou o tempo excessivo ou se acha que quanto mais tempo for necessário pior para os recursos públicos porque serão desviados. 
Às vezes os problemas não estão onde estamos observando. Que a turma do Sarney, o PMDB em geral se notabiliza pela corrupção todos sabemos. Sim, mas qual o motivo da oposição indígena? Será que é devido à corrupção governamental federal ou devido aos impactos ambientais ou... A outra coisa não revelada? 
POR EXEMPLO...
Houve a compensação ambiental desejada pelas tribos?
OU 
A obra foi bem projetada a ponto de que não houvesse muito que indenizar devido ao distanciamento desses locais?
Quero saber disso e isto especificamente não tem sido comentado, nem visualizado, nem mapeado. Por que a turma politicamente correta dos atores e atrizes globais não nos divulga tal informação, se é que eles vão saber encontrar Belo Monte no mapa...
Tenho mais dúvidas, R$ 78,00 não remunera o megawatt hora? Em quanto tempo? Eternamente?
Notou que naquele parágrafo ele simplesmente não definiu um período para isto? Olha... Não sou bom em matemática, mas não faz nenhum sentido.
Não vai sair por menos de R$ 32 bilhões a obra, "isto sem falar em superfaturamento"... Quer dizer então que este virá discriminado?! É de se pensar que os mais de 30 bilhões já devem incluir o superfaturamento. 
Mas, esse parágrafo, sinceramente, eu não entendi:
- Deste valor, quanto sairá do BNDES, ou seja, do nosso bolso?
Bermann – Oitenta por cento da grana para isso é dinheiro público. O que estamos testemunhando é um esquema de engenharia financeira para satisfazer um jogo de interesses que envolve empreiteiras que vão ganhar muito dinheiro no curto prazo. Um esquema de relações de poder que se estabelece nos níveis local, estadual e nacional – e isso numa obra cujos 11.200 megawatts de potência instalada só vão funcionar quatro meses por ano por causa do funcionamento hidrológico do Xingu. Então, é preciso entender que a discussão sobre a volta da inflação não se dá porque está aumentando o preço da cebola, do tomate, do leite... É por causa da volúpia de tomar recursos públicos que será necessário fabricar dinheiro. O ritmo inflacionário vai se dar na medida em que obras como Belo Monte forem avançando e requerendo que se pague equipamento, que se pague operários, que se pague uma série de coisas e também que se remunere com superfaturamento.

Como só 4 meses?! As nascentes do Xingu estão em clima tropical, cujas chuvas costumam durar de outubro a abril e a maior parte do curso do rio está em clima equatorial, mais chuvoso ainda. Quanto à inflação decorrente dos gastos públicos, nada a objetar. É isso mesmo.
Se, como diz o entrevistado, a "síndrome do blecaute" serve à legitimação de construção de hidroelétricas que, nem sempre são boas, então qual é a alternativa? Pergunto sinceramente porque se não for isto temos a nuclear... E aí, vai topar uma nuclear? Se não, temos a eólica, o que em área fechada florestal não é constante a geração de energia; temos a solar, que também não apresenta geração constante em áreas com muita nebulosidade, como se verifica na Amazônia durante o verão. Então, se não for nenhuma dessas temos a biomassa. E aí, quantos quilômetros quadrados, ou melhor, quantos milhares de quilômetros quadrados desmatados para termos cana de açúcar cultivada são necessários? Não tenho dados, mas acho que provavelmente o resultado seria inverso, o remédio será mais amargo do que o atual quadro.
Esse cara não quer o aumento da produção de aço, alumínio e celulose... Pois bem, então cedamos nossa posição produtiva a outros que farão o que for necessário para abastecer o consumo chinês. Que quer, que paremos de produzir ou fiquemos estagnados? O que precisa haver é otimização ou aumento da produtividade, mas cotas?! Limites?! Isto está me cheirando a discurso do Al Gore para legitimar os créditos de carbono ou algo assim.
Agora, repare nesta pergunta que é um primor de funcionalismo metodológico:

- O que poucos parecem perceber e menos ainda questionam, quando essas metas são comemoradas, é a forma como o Brasil está inserido no mercado internacional em pleno século XXI. O quanto o fato de nossa economia estar baseada na exportação de bens primários tem a ver com a necessidade de grandes hidrelétricas? Bermann – Desde a ditadura militar, passando pela redemocratização, pelos sucessivos governos até FHC, tem sido assim. Nós imaginávamos que, com Lula, essa questão ia ser reorientada. Porque o programa de governo em que eu me envolvi preconizava a necessidade dessa mudança. E o que aconteceu? Se você comparar os dados de 2001 com os dados de 2010, vai constatar que a economia brasileira está se primarizando cada vez mais. Isto é: cada vez mais são produzidos no Brasil bens industriais primários, sem agregação de valor. E são justamente os bens primários que consomem muita energia e geram pouco emprego. Além disso, satisfazem uma demanda marcada pelo consumismo. E o Brasil se mostrou incapaz de dizer: "Não, nós não vamos fazer isso".
O que o Brasil não se mostrou capaz de dizer foi "não, nós não vamos continuar com o atual nível de tributação" porque é graças a ele que a produção de bens primários compensa -- o maior valor agregado corresponde proporcionalmente a tributação em cascata. Agora, quanto à pergunta, a exportação de bens primários advém da "necessidade de grandes hidrelétricas" para nos inserir no mercado internacional em pleno século XXI é um tosco clichê. Pois, se "a economia brasileira está se primarizando cada vez mais", onde está a necessidade de maior aporte energético? Besteira. O argumento tosco é de um terceiro-mundismo primário, como se fôssemos inseridos. Ora, ser inserido é ser comandado, entende? Obedecemos então a uma cúpula financeira mundial. Conhece este tipo de argumento tolo. Leia sobre os illuminati ou qualquer leninista que dá na mesma.
E vejamos o raciocínio da entrevistadora: "- E depois esses produtos retornam para o Brasil, via importação, com valor agregado..." É para manter-nos dependentes, por suposto que sim! Ora, se o Brasil exporta alumínio e não a bauxita, o aço e não o ferro é porque nos aprimoramos. Pode ser melhor e mais complexo sim, mas isto não é questão de ser decidido lá fora, mas por fatores internos. Ora, se uma China pôde fazer o que faz com as ZEEs, por que nós não ampliamos as nossas ZEEs como a Zona Franca de Manaus? Se não ocorre é porque alguém vai ter que abrir mão de sugar o que suga.
Como diz o ditado, um linguarudo morre pelo pescoço. Veja esse clichê digno de um militante estudantil: 

"O governo poderia tornar essa questão pública, dar condições para que a população compreendesse e debatesse o que está em jogo, e isso pudesse servir como base de apoio para uma tomada de decisão do tipo: "Olha, Alcoa (corporação de origem americana com grande presença no Brasil, é a principal produtora mundial de alumínio primário e alumínio industrializado, assim como a maior mineradora de bauxita e refinadora de alumina), vocês não vão continuar aumentando a produção aqui no Brasil. Procurem um outro lugar. A produção de energia elétrica gera um problema ambiental enorme, um problema social enorme, e nós vamos priorizar a demanda da população”. Mas, infelizmente, isso não é feito."

Qual é a "demanda da população"? Por acaso não é a produção, exportação e o emprego? Quer dizer, o professor e a entrevistadora estão falando só pela população brasileira inteira sem terem partido de nenhum dado concreto, pesquisa, nada. O problema Srs. e Sras. é que a ALCOA é americana. Aí que está! Por isso toda essa celeuma. Se produzir energia elétrica gera "um problema ambiental enorme", "um problema social enorme", qual "demanda da população" que justifica tudo isso?! 
A comparação com o Japão também não é apropriada. Se o Japão produzia 1,6 milhão de toneladas em 1980 e o Brasil produz (quase) 1,7 milhão hoje é justo. Ora, o país asiático apresenta-se estagnado há décadas e o Brasil com pelo menos 65 milhões de habitantes a mais tem maior demanda, claro. E veja que a diferença dos dados relatada é de mais de duas décadas, então pode não haver tanta diferença também.
Eu não contei quantas vezes, mas acho que foram 3 ou mais que a entrevistadora insinua que a questão é outra, que a questão de fundo é outra. É sempre esta baboseira conspiratória, agora que querem nos impedir de desenvolver, nos limitar a "reprimarização da economia" etc. A esquerda é realmente fantástica, ela consegue criar neologismos na inversa proporção de teses com lógica e substância. E estes novos termos passam à população como se fossem conhecimento, enquanto que na verdade não passam de calúnias jogadas ao vento como cinzas. As duas sujam e não se recolhem mais.
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