Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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terça-feira, novembro 15, 2011

Tomatadas: Marcelo Lopes de Souza é como qualquer militante...


Diniz,

A malandragem é essa mesmo, que tu bem detectou. Agora, imagine se cobrássemos desses movimentos como o MST algo como uma prestação de contas: "Êi, vocês disseram que queriam terra para produzir, que a especulação de terras e bla-bla-bla, a ditadura do grande capital e bla-bla-bla os impedia de produzir... Pois bem, agora que ganharam terra e DINHEIRO [pois, ao contrário do que muitos pensam, a reforma agrária desde os tempos de FHC não se resume à mera distribuição de terras], o que vocês definitivamente produziram?" Sabe o que o Marcelo Lopes de Souza e outros com a mesma mentalidade incrustados em sinecuras estatais nos diriam? "Isto não é justo para com os movimentos sociais, pois é uma cobrança e avaliação típicas da mentalidade neoliberal, que só sabe cobrar resultados..." Ou algo tão patético assim seria alegado, pode crer. O que eles esquecem, no entanto, é que não se trata de cobrar uma "racionalidade neoliberal", mas de cobrar uma racionalidade sequer, o que a leitura de filósofos anarquistas nunca soube responder.

Só responderam com sonhos a guisa de guias para o fracasso.


Cf.: Tomatadas: Marcelo Lopes de Souza é como qualquer militante p...: Na palestra Da “arqueologia” à “genealogia”: balanço e perspectivas dos vínculos entre a geografia e o pensamento libertário , Souza (2009)...
... 

6 comentários:

  1. Anônimo5:54 AM

    Antes de mencionar o nome de Marcelo Lopes de Souza você deveria escovar os dentes, talvez assim você defeque menos pelo boca...

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  2. Depois então podemos chamá-lo pelo que é, um panfletário travestido de geógrafo?

    A propósito, teu anonimato te traz alguma guarida intelectual ou, quiçá moral?

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  3. Anônimo7:15 AM

    A brilhante crítica de Paulo Cesar da Costa Gomes à epistemologia da geografia crítica, hegemônica no Brasil desde a década de 1980, não atribui valor moral a discussão. Trata-se de uma discussão científica e não moral ou mesmo política. A sua ou a minha opinião sobre os fatos pouco interferem nesta discussão. A academia têm, desde sempre, dado conta desta "disputa intelectual". Reconheço que, em alguns aspectos, a epistemologia e a metodologia da geografia crítica (que sempre escamotearam um discurso político e moralista) encontram-se hoje em crise. Porém, não devemos condenar os teóricos adeptos dessa linha de investigação a total ignorância. Conforme demonstra o próprio Gomes em seu livro Geografia e Modernidade, o que caracteriza efetivamente um debate científico é a contraposição de ideias. Não há uma epistemologia ou metodologia perfeita para a explicação ou compreensão dos fatos. As ciências sociais em geral e, em particular a geografia, desenvolveram importantes reflexões a partir de um viés crítico. Teóricos como Roberto Lobato Corrêa, Marcelo Lopes de Souza, Ana Fani Alexandre Carlos, Rogério Haesbaert, Carlos Valter, Milton Santos, Maria Sposito, dentre muitos outros, trouxeram enormes contribuições ao pensamento geográfico. As críticas, especialmente na academia, são sempre bem vindas. Porém, elas devem se restringir ao embate científico. Quando atribuímos valor moral a estas críticas elas perdem sua validade e relevância para a ciência. Como estamos em um blog essa discussão é pertinente. No entanto, devemos nos referir a esses intelectuais de forma respeitosa (mesmo não concordando com eles), pois é inegável a contribuição desta linha de investigação para a ciência. Se não o fosse ela jamais teria sido hegemônica como é hoje. "um panfletário travestido de geógrafo". A crítica que você faz ao autor é tão panfletária quanto o discurso que, segundo você, ele profere. O discurso ou a ideologia política não deveria, no meu ponto de vista, determinar uma epistemologia ou metodologia científica. Devemos reconhecer a relevância do debate e da contraposição de ideias para a construção da ciência. Não estou aqui criticando o seu ponto de vista ou a sua ideologia política. Mas sim a forma desrespeitosa com a qual você se refere a um dos mais importantes pensadores da corrente crítica da geografia. Se você não respeita ou não concorda com a ideologia política do autor tudo bem, é direito seu. A ciência é o debate. Ainda bem que existem adeptos de diferentes linhas para que possamos construir um debate rico em possibilidades.

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  4. Anônimo8:07 AM

    meu comentário anterior não foi aprovado pelo moderador?????

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  5. Teu comentário foi postado dia 2. Viajei no referido dia para Porto Alegre e retornei no dia seguinte. Cansado, eu fui dormir e acordei hoje tendo que corrigir atividades dos meus alunos. Só agora, no intervalo de meu churrasco semanal é que posso me dedicar a analisar teu comentário. Está bem assim ou tu acha que tenho que transformar meu hobby de blogueiro em atividade profissional?

    Anônimo, eu contestei com indagações e expresso sim meu ponto de vista moral. Acho o Marcelo um panfletário e digo isto abertamente. E tu, diz abertamente o que pensa ou só o faz como ‘anônimo’?

    Quanto à moral, gente como Ana Fani não sabe o que é porque não distingue isto de sua pseudo-ciência. Aliás, quem não assume seu ponto de vista e julgamento geralmente confunde mesmo. Por isso, se tiver coragem releia minhas críticas e as conteste. Gente como Marcelo Lopes de Souza foge mesmo da análise quantitativa e se esconde no discurso pseudo-científico acusando o método analítico de ‘positivista’.

    E tu?
    ...

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  6. É interessante que, toda vez que a geocrítica é refutada, algumas pessoas saem em defesa dessa corrente com argumentos que contradizem os próprios geógrafos críticos. Não devemos fazer críticas morais e ideológicas aos geocríticos? Mas como não fazer isso, se eles nunca, jamais, separam o debate científico e epistemológico das críticas morais, ideológicas e até pessoais? Milton Santos era explícito em dizer que os defensores da geografia quantitativa se dividiam entre aqueles ingênuos demais para perceberem as implicações político-ideológicas das suas pesquisas e os mercenários financiados por agências para lutarem contra o socialismo.

    E o Anselmo está certo mesmo em dizer que sujeitos como o Lopes de Souza são militantes travestidos de pesquisadores. Muitas afirmações categóricas que ele faz culpando o capitalismo por isso e aquilo não vêm acompanhadas de evidências empíricas para comprová-las, pois se baseiam apenas em pressupostos morais e ideológicos mais velhos até do que o marxismo!

    Em suma, acusar o Lopes de Souza de divulgar ideologias travestidas de pesquisa científica não significa fugir do debate de ideias. Pelo contrário, é esse o modo pelo qual podemos chamar atenção para a politização extremada de geógrafos críticos como ele.

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