Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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quarta-feira, maio 06, 2015

Provocações: estado mínimo v. anarquismo


Deem uma lida nisto:

"Na verdade, as sociedades com governo mínimo ou inexistente imaginadas pelos sonhadores de esquerda e direita não são fantasias; elas existem de fato no mundo em desenvolvimento contemporâneo. Muitas partes da África subsaariana são o paraíso de um libertário. Toda a região é uma utopia de baixos impostos, com o governo incapaz de arrecadar mais de 10% de tributos comparados com mais de 30% nos Estados Unidos e 50% na Europa. Em vez de liberar o empreendedorismo, esta alíquota baixa confere fundos insuficientes para serviços públicos básicos como saúde, educação e enchimento de buracos. Inexiste a infraestrutura física da qual depende uma economia moderna, como as estradas, os sistemas de justiça e polícia. Na Somália, não existe um governo central forte desde o fim dos anos 1980, pessoas comuns podem possuir não apenas fuzis de assalto, mas também granadas propelidas a foguete, mísseis antiaéreos e tanques. As pessoas são livres para proteger suas famílias e, na verdade, são forçadas a fazê-lo. A Nigéria tem uma indústria de cinema que produz tantos títulos quanto a famosa Bollywood indiana, mas estes precisam gerar um retorno rápido, porque o governo é incapaz de garantir direitos de propriedade intelectual e impedir a pirataria."
 
--FUKUYAMA, Francis. As Origens da Ordem Política. 2013, p. 28. 

E aí, o que acharam?

2 comentários:

  1. Boa lembrança com o Peyrefitte, quem falava da "sociedade de confiança", necessária para que o sistema com mínimo estado funcione, porque a própria sociedade funciona bem com pouca regulação de cima pra baixo, com mínima imposição. Acho que o socialista Bertrand Russel (assim como Popper) já havia dito algo similar, sobre a cultura ser ou não apropriada um corpo (e consequentemente o estado) enxuto de leis. Mas não creio que o defeito dos 'libertários' seja só por serem rasos, 'de slogans', e sim porque a análise decorrente da limitação utópica de suas premissas é que não pode avançar, assim como não se pode deduzir uma boa teoria da burocracia e do estado a partir de Marx. Tanto em um caso como em outro, o foco em um tema, seja ele o equilíbrio de mercado ou a luta de classes impede que os pesquisadores enxerguem outros fatores sociais importantes. É como pedir a um vigilante noturno de vistas cansadas que procure o "cavalo branco" na cena do crime. Não dá, ele não foi treinado para tanto.

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    1. Correção: "sobre a cultura ser ou não apropriada A um corpo..."

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