Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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sábado, maio 16, 2015

Uma pátria educadora começa pela extinção do ECA


Este tipo de matéria pobre sobre o assunto educação tem lá sua utilidade:

BBC Brasil - PIB do Brasil pode crescer '7 vezes' com educação para todos, diz OCDE    http://bbc.in/1zZzRq3

Falo sério, graças a esta divulgação posso entender porque a educação vai mal: porque não é entendida. Vejamos aqui:

"Em outras palavras, a OCDE estima que um cenário em que todos os adolescentes de 15 anos estejam estudando e alcançando um nível básico de educação pode ajudar o PIB do país a crescer mais de sete vezes nas próximas décadas.A análise se baseia na pontuação de alunos de 15 anos em testes de matemática e ciências. E configura o mapa mais completo dos padrões de educação em todo o mundo."

Maravilha... Mas, o cenário supõe que as crianças que estejam estudando estão melhores do que as que não estão. Parece algo óbvio, mas não é... Aqui em S. Catarina, um dos estados melhor situados nestes índices há uma das maiores taxas de evasão quando o estudante passa para o ensino médio, ou seja, quando ultrapassa a marca dos 15 anos. Provavelmente porque isto não fará quase nenhuma diferença na vida do sujeito, ao passo que estudar no ensino básico sim para obter o emprego almejado. A baixa qualificação é o lugar comum, então para que continuar? E não é só retórica, para que continuar? Dizer que o PIB brasileiro pode aumentar sete vezes se todas as crianças forem para a escola e citar o exemplo de Singapura é uma falácia. Porque não é só sentar os glúteos na cadeira (se bem que nem isto fazem direito hoje em dia) para que o PIB aumente. Qual o plano? Qual o método? Como será a organização? Cara, nada disto é feito, só é presumido e fica a cargo dos municípios na prática. Então meu amigo, cidades pequenas, que predominam, há uma disputa para indicações políticas para cargos administrativos (diretor etc.), cuja função precípua é não deixar os problemas passarem às secretarias de educação e prosseguir até o gabinete do prefeito. A ideia básica é "não criar problemas". Nas cidades maiores se torna um pouco melhor neste quesito, mas por outro lado os problemas se concentram. E os sindicatos ficam de quatro quando são agraciados com migalhas. Embora digam que não, suas representações se limitam à questão salarial e têm ojeriza a qualquer reestruturação visando o aumento de eficiência, produtividade e cobrança de resultados. Ou seja, os sindicatos ajudam a educação a permanecer estagnada. 

Também tenho que verificar o estudo em si ao qual se faz referência na matéria e não apenas um resuminho da BBC, mas fico embasbacado ao ler que o estudo se baseia somente em testes de matemática e ciências. É óbvio que se estendessem o mesmo para a capacidade de entendimento e leitura aí teríamos boa parte da causa da decadência e baixos níveis obtidos em outras disciplinas. Disciplina... Soa até hilário chamá-las assim. Alguém tem aí a mais vaga noção do comportamento coletivo padrão em salas de aula brasileiras? Não né? Então esqueçam, pois sem atacar isto, nada vai além. E creiam-me, tem a ver com o lixo do ECA sim. 


2 comentários:

  1. Eu acho, e tenho cada vez mais certeza, que o único caminho viável para fazer uma reforma que realmente mude o ensino no Brasil de forma rápida é através de um projeto esportivo amplo e bem focado. Porque atualmente, se não houver uma motivação bem clara, será impossível manter as crianças em sala de aula e fazê-las aprender, e a grande maioria dos professores não tem a menor noção de como fazer isso mesmo. O esporte seria um meio de tornar a escola mais interessante e atrativa para as crianças, colocando disciplina e noções de mérito, cobrando desempenho escolar como forma de permitir a participação nos esportes, e permitir a entrada de gente diferente nas escolas.

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    1. Ontem mesmo eu conversava com meu irmão sobre como era nossa formação para cantar o hino nacional (semanal, se bem me lembro) no grupo escolar (público) onde eu estudava: fazíamos fila! Tu não acredita, MAS ATÉ ISTO é dificílimo fazer em qualquer escola hoje em dia, tal o despreparo que tomou conta dos profissionais(?) que preenchem os quadros funcionais de uma escola. Concordo com tua ideia, acho inclusive que a educação física deveria abrir as atividades escolares nas primeiras aulas.

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