Segundo o Dicio.com, a definição de cerco é “caçadores em círculo para pegar a caça. Operação militar em torno de uma cidade, de uma posição inimiga; sítio. Operação policial para controlar uma zona, para perseguição a criminosos”. Vale lembrar ainda que os chamados cercamentos (enclosures, em inglês), foram a forma de acabar com o entendimento da terra como bem comum (como era no modo de produção pré-capitalista) na Inglaterra. Com a transição para o modo de produção capitalista, a terra passou a ser encarada como um bem de produção, e os senhores feudais ingleses passaram a cercar as suas terras, arrendando-as como pastagens para a criação de ovelhas, e delas expulsando os camponeses. Esse cercamento como exclusão e aquele cercamento como controle e perseguição do inimigo – nesse caso, a pobreza – são os cercamentos defendidos por Zero Hora para os espaços públicos de Porto Alegre, incluindo-se aí os parques.
Tolice, tem mais é que cercar mesmo. Se o que está causando incômodo é o crime, por que manter algum receio de dizer em alto e bom som que o que se quer é cercar a criminalidade? É disto que se trata.
E óbvio, a comparação com os cercamentos britânicos foi forçada, pois não se trata aqui de assegurar a passagem de um sistema econômico ao outro, mas de manter a ordem e a paz social nas nossas cidades.
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[*] Continua em Falsa consciência como modelo público.
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[*] Continua em Falsa consciência como modelo público.