Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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sábado, junho 24, 2017

Quais partidos começaram e foram além com a ideologização do ensino?


O título deste pequeno artigo pode parecer confuso, mas explico: recentemente pesquisava sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) criados no governo FHC para a educação brasileira e me deparo com este texto: OS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS E OS TEMAS TRANSVERSAIS. Quem ler vai perceber vários clichés de esquerda atacando o documento por não ter levado em conta a participação de professores, “educadores” na elaboração do documento, por ter se atido à certas visões psicológicas e não outras, por ver a “escola como onipotente” ao querer que o aluno saia dela como um “agente de transformação social” etc. Só que para quem acompanhou tudo isso sabe exatamente que estes vícios são os mesmos mantidos durante os governos petistas. Agora, vejamos aqui os Temas Transversais (TTs), eixos temáticos que deveriam perpassar todas as disciplinas e norteá-las em seus currículos:

1.      Ética
2.      Meio Ambiente
3.      Saúde
4.      Pluralidade Cultural
5.      Orientação Sexual.

Os dois últimos foram os que os governos petistas mais quiseram impor, sem discussão nenhuma com a sociedade, diga-se de passagem como a nata da reforma pedagógica. Não é de hoje que governos brasileiros querem impor diretrizes, quando não o currículo completo para que o país inteiro se submeta na área educacional, mas o PSDB, já aí nos anos 90 (que foi quem começou com isso) e o PT pisou fundo no acelerador de, justamente, não levar em conta a cultura nacional coisíssima nenhuma e tentar impor a Ideologia (“teoria”) de Gênero como algo aceito cientificamente e tendo que nortear não só ensino (dado em sala de aula), como toda a educação (postura no ambiente escolar como um todo). Isto e mais a mudança curricular, praticamente abortando longos temas da história universal para uma versão ideologizada e centrada no africanismo e latinidade, universo indígena etc. Ou seja, quando eles dizem “pluralidade”, na verdade leia-se substituição nua e crua.

Já faz um tempo que tal assunto rende polêmicas, mas nunca é demais falar, eles não desistirão. E a pá de cal é, justamente, produzir autômatos em série nos bancos escolares que confrontem seus pais e reproduzam estas ideologias para pavimentar o caminho da revolução cultural. Já que não há como, em termos práticos, tomar as forças de produção na marra, que se faça através das mentes para favorecer a orientação política, o voto e depois, só o Diabo sabe.

Pluralidade, sim, mas para todos e não para uns grupos em detrimento de outros, como se houvesse vítimas e bandidos globais; orientação sexual é de cada um e professor não deve se intrometer na vida pessoal e privada dos outros, mas apenas garantir que ninguém seja assediado por isso; meio ambiente, com cientificidade, sem usar o discurso anti-capitalista e anti-tecnológico como metas na condenação moral da produção e da indústria; saúde, óbvio, inclusive alertando para o sexo não seguro e precoce; ética, ótimo, desde que seja apartidária e não mero recurso para propaganda marxista, como se empregadores fossem espoliadores.

Bem usados, os temas podem ser úteis, mas para tanto, ou se descentraliza sua elaboração rejeitando uma orientação nacional do MEC ou se, realmente, abre para a sociedade entender (e opinar) sobre o que grupos de pedagogos politizados querem dizer com cada palavra. Porque, nós sabemos… O jogo deles é entregar um “cartão de visitas” com um nome bonito (ética, p.ex.) não dizendo o que eles entendem exatamente por isso.

Olho neles, não desistiram não. Não é porque uma autora crítica de um programa psdbista se mostra mais radical que o objeto do que ela critica já não é contestável (e condenável) por si só. Esta impressão de que o produto original era moderado porque vemos alguém pior se expressando sobre ele é que nos leva ao engano. Mesmo que a ideologia seja comum entre os grupos de pedagogos de ambos os partidos, a ligação fisiológica partidária é que leva a se buscar pontos de divergência meramente abstratos. São legendas em disputa, mas com projetos similares. Analogamente, não é porque o PT teve uma recaída que esses vampiros de mentes não voltarão em outros partidos. Como vimos, eles não começaram no PT, mas no PSDB e amanhã pode ser num PSOL, numa Rede etc. Enfim, todo cuidado é pouco.


Anselmo Heidrich

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