Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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segunda-feira, agosto 08, 2011

Até que a morte os una






A visão geopolítica comum é de uma guerra entre estados, ameaças e supremacia constantes, hegemonia e declínio. Embora isto ocorra, poucas vezes, diga-se de passagem, se faz jus à complexidade com que alguns elementos se combinam. É o caso da relação econômica (para não falar da política) entre China e EUA. O artigo que se segue mostra muito bem a contradição que vive o gigante asiático que, com suas maiores reservas em dólar, vive ameaçado pela desvalorização dessa moeda (que prejudica enormemente suas exportações). E, embora afastada a possibilidade de um calote pelos EUA, a China que é o maior credor dos bancos americanos sabe que perderá com a desvalorização do dólar, pois isto significa a desvalorização de títulos da dívida americana. Então, tem que morrer com isto agora. E, de mais a mais, quem se arriscaria a comprá-los? 
Claro, sei que os EUA sairão dessa, mas não pode ser nos mesmos moldes do que já vinha sendo feito. O caso da elevação do teto da dívida significa colocar o problema mais a frente. Ou se propõe um retorno ao padrão ouro ou se propõe uma nova moeda de referência que não seja o dólar, que vejo como mais difícil ainda. A base física para inovar e se superar, os EUA têm, como tiveram em momentos mais difíceis de sua história (isto hoje ainda é pouco perto do que passaram nos anos 30). 
Sem pressa, esta história ainda nos guarda capítulos muito interessantes...


O acordo que elevou o teto de endividamento dos Estados Unidos reduziu a ansiedade chinesa em relação à possibilidade de um calote americano, mas o longo impasse entre republicanos e democratas evidenciou os riscos enfrentados por Pequim e aumentou a pressão para que o Partido Comunista reveja a política de acumulação de reservas internacionais, cujo valor já alcançou estratosféricos US$ 3,2 trilhões.

Cerca de 70% dessa montanha de dinheiro estão aplicados em ativos denominados em dólar, incluindo US$ 1,16 trilhão em títulos do Tesouro americano, o que põe a China na condição de maior credor de Washington. Isso significa que uma eventual desvalorização persistente da moeda americana provocará redução no valor dos recursos administrados pelo Banco do Povo da China (banco central).

O confronto político em Washington acendeu a luz amarela em Pequim, mas a acumulação de reservas criou uma armadilha difícil de ser desarmada. A China não pode se desfazer dos títulos do Tesouro e dos ativos em dólar sem arriscar derrubar seu valor, o que reduziria sua própria poupança.

Além disso, o modelo de intervenções no mercado para impedir a valorização do yuan torna inevitável o aumento das reservas, já que essa operação é feita por meio da compra de dólares pelo banco central.

Editorial publicado ontem pelo jornal Global Times, ligado ao Partido Comunista, afirmou que as reservas internacionais "enormes, mas em desvalorização" são um peso para o povo chinês, ao mesmo tempo em que reconheceu que há poucas opções para aplicá-las. "Essa talvez seja a lição que a China aprendeu" com a crise em torno do teto de endividamento americano.

A manchete do jornal China Daily, editado pelo Conselho de Estado, foi "O dilema das reservas internacionais da China". O texto afirma que o acordo é um "alívio" para os credores de Washington, mas observa que Pequim enfrenta o desafio de diversificar suas reservas, "ameaçadas" pela possibilidade de desvalorização do dólar.

Mudança. Em artigo publicado no Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista, o pesquisador Li Xiangyang, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, defendeu o abandono do modelo atual. "É necessário mudar a atual concentração em ativos denominados em dólar, mas o que é mais importante é mudar no futuro a propensão para elevação dos ativos em dólar." Segundo Li, isso exige um "ajuste fundamental" no modelo de crescimento econômico adotado pela China.

Editorial veiculado no mesmo jornal ressaltou que os problemas da dívida soberana dos EUA continuam, apesar do acordo entre republicanos e democratas. "Eles foram apenas adiados e há uma tendência de que cresçam. Isso está lançando uma sombra sobre a recuperação da economia dos EUA e escondendo riscos e turbulências ainda maiores para a economia global."
O nacionalista Global Times adotou um tom irônico em seu editorial, no qual disse que a solução do impasse poderia render um filme hollywoodiano de efeito especiais "democráticos" com o título Acordo de Último Momento. Mas o desenlace não deve arrancar aplausos do restante do mundo, ressalta. "Ao usar nova dívida para pagar a velha, os EUA estão afundando ainda mais em areia movediça."

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