Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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segunda-feira, dezembro 19, 2011

"Protecionismo Científico"


Se há uma coisa incompreensível sobre todo este "auê" em torno do ambiente natural é como certas pessoas, entidades ou seja lá o que for que se dizem compromissadas podem ser contra a pesquisa. Notadamente, tal ocorre por que o "discurso verde" acabou ocupando o lugar de órfãos socialistas. Então, nada mais conveniente que se posicionar contra o "capital estrangeiro", mesmo que esse capital seja antes de tudo cultural. 


AmbienteTem gringo no mato 
Mais de 10 000 estrangeirostrabalham na Amazônia.E isso é bom Leonardo Coutinho
 
Da esquerda para a direita, os pesquisadores americanos Mittermeier, Laurance, Schwartzman e Nepstad Se o interesse e a presença de estrangeiros na Amazônia fossem mesmo o problema que tanta gente gosta de levantar, seria tarde para tomar alguma providência. Mais de 10 000 pessoas de nacionalidade não brasileira já vivem ou freqüentam regularmente a região, compondo uma comunidade com formação intelectual suficiente para governar a área provavelmente com mais bom senso do que fazem muitos dos políticos locais. Nessa turma há jornalistas, executivos, estudantes, militares, ambientalistas e principalmente cientistas pesquisando as características e os benefícios que se podem obter da biodiversidade da floresta. Para desgosto de madeireiros que acabam de lançar uma campanha de outdoors xingando os militantes do Greenpeace de bêbados e de generais que chegam a recusar ajuda internacional para combater incêndios florestais, o fato é que essa gente contribui mais para o desenvolvimento do país e da região do que boa parte dos proprietários de terras e instrutores de manobras lotados na área.Para ficar apenas no caso dos cientistas, alvos freqüentes de insinuações sobre biopirataria e submissão a interesses de outros países, basta conferir a lista de pesquisas relevantes realizadas na região para descobrir que quase não existe projeto sem um ou dois estrangeiros na equipe. Entre outros exemplos, há o do americano William Laurance, do Smithsonian Tropical Research Institute, que lidera estudos sobre o futuro da Amazônia com o desmatamento e a ocupação humana. Stephan Schwartzman, da organização não-governamental Environmental Defense, monitora a aplicação dos recursos de bancos internacionais em projetos ambientais no Brasil e tem no currículo a apresentação de Chico Mendes ao mundo. Antes que o líder seringueiro fosse famoso no Brasil, Schwartzman o levou ao Banco Interamericano de Desenvolvimento, nos Estados Unidos, onde suas idéias começaram a ganhar repercussão. Outro americano, Daniel Nepstad, fundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, veio pesquisar a regeneração de florestas em 1984, acabou se radicando no país e desenvolveu um modelo de estudo dos efeitos das secas que está desembocando num sistema de previsão de queimadas.Uma das vantagens da presença desses estrangeiros trabalhando na Amazônia é a capacidade que eles têm de atrair recursos para pesquisas num nível que o Brasil não consegue bancar. Enquanto o primatólogo Russell Mittermeier, chefão da rede preservacionista Conservação Internacional, movimenta o equivalente a 300 milhões de reais – boa parte disso na Amazônia – só para cuidar de espécies ameaçadas, o Fundo Nacional do Meio Ambiente tem orçamento de 6 milhões para essa mesma área no Brasil inteiro. Outro fato relevante nessa questão é que a Amazônia é tão grande e tem tanta coisa a pesquisar que nem todos os cientistas do país juntos conseguiriam dar conta do recado. Calcula-se que 5 milhões de espécies vegetais existentes na floresta ainda não foram classificadas. Com seu trabalho, os estrangeiros também ajudam a formar pesquisadores brasileiros. "Eles são fundamentais para a formação de recursos humanos na Amazônia", diz o ecólogo Marcos Silveira, da Universidade Federal do Acre. Nessa perspectiva, 10 000 são bem menos do que o Brasil precisa. 
Veja. Edição 1840 . 11 de fevereiro de 2004 (itálicos meus). 

Quer dizer que ao invés de aproveitarmos as vantagens dessa parceria científica global, o certo é afastarmos de nós os frutos do desenvolvimento biotecnológico?! 
Em outra oportunidade opinarei sobre os tipos de "nacionalismo" e, particularmente, este que se fecha à concorrência e assimilação global, o "nacionalismo protecionista" que é, em última instância, um misto de manifestação coletiva de inveja e sociopatia ressentida com um sentimento inquisitório conveniente - "a culpa é 'deles'".
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